sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Tropheus brichardi

Tropheus brichardi  , Ujiji
 Tropheus brichardi , Ujiji


Biótopo:
Lago Tanganyika - Tropheus e Petrochromis
Distribuição Geográfica / População:
Populações mais representativas da espécie: Kabimba; Canary Cheek; Kipili; Malagarasi; Mpimbwe; Namansi; Ujiji e Ulwile.
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Alimentação:
Como qualquer peixe do genero Tropheus também os T.brichardi são vegetarianos pelo que a sua alimentação deve consistir maioritariamente de comidas à base de spirulina ou comidas para peixes herbívoros.

Aceitam comida em flocos ou granulado, embora no caso de existirem peixes a incubar a comida em flocos seja preferível.
Dimorfismo Sexual:
Os machos e fêmeas são muito idênticos e só podem ser correctamente sexados por examinação directa dos genitais (a chamada técnica de venting).
Normalmente os machos ficam maiores e dadas as guerras entre eles costumam ter os lábios mais esbranquiçados pois pegam-se normalmente boca com boca.
Tamanho Máximo:
12cm
Comportamento:
A sua agressividade é enorme e são, a par dos T.annectens, os Tropheus mais agressivos. Num aquário onde existam outras espécies de Tropheus (tipicamente T.moorii, T.duboisi, T.sp.Red ou T.sp.Black) os T.brichardi não terão dificuldades em dominar o aquário e dificilmente alguma das outras espécies terá hipóteses de criar. Posto isto é aconselhado a manter um aquário sem outros Tropheus caso a opção recaia sobre os T.brichardi.
Reprodução:
Tal como qualquer Tropheus ou incubador bucal no geral a reprodução dá-se com a dança em T. Os peixes nadam em circulo e a fêmea a cada volta deposita alguns ovos que o macho fertiliza lançando sémen por cima destes. Em seguida na próxima volta a fêmea recolhe os ovos. Após algumas voltas o processo termina e ao fim de 21 dias os pequenos Tropheus estão prontos para serem libertados pela mãe.
Tamanho mínimo do aquário:
O tamanho mínimo de aquário para um colónia de 10 exemplares ronda os 150cm de frente no caso destes T.brichardi.
Outras Informações:
Dado o carácter herbívoro da espécie o cuidado com a alimentação deve ser grande para evitar possíveis futuros casos de bloat.
Autor:
Nelson Oliveira
Última Actualização:
2014-06-09
Referências Bibliográficas:
Konings, A. (2005). Back to Nature Guide to Tanganyika Cichlids. 2nd Edition, Cichlid Press. El Paso.http://www.ciclideos.com/tropheus-brichardi-f83.html

Tropheus moorii

Tropheus moorii  , Kasanga
 Tropheus moorii , Kasanga


Biótopo:
Lago Tanganyika - Tropheus e Petrochromis
Distribuição Geográfica / População:
Populações mais representativas da espécie: Chaitika; Kasanga; Kasakalawe; Golden Kazumba; Lufubu; Murago; Ilangi; Nkonde.
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
kH: 10 - 14
Alimentação:
100% herbívoros, tendo dos mais longos tratos intestinais (comparativamente ao tamanho do corpo) da família Cichlidae.
Devem ser alimentados à base de spirulina. Devido a sua peculiar alimentação devem ser alimentados, várias vezes ao dia, em pequenas quantidades.
Dimorfismo Sexual:
Os machos e fêmeas são muito idênticos e só podem ser correctamente sexados por examinação directa dos genitais.

Existem formas visuais de sexagem mas são muito imprecisas.
Tamanho Máximo:
12cm (Máx.)
Comportamento:
Dentro do género Tropheus são das espécies menos agressivas que se conhece. No entanto, deve-se ter presente que são peixes coloniais, que possuem uma forte hierarquia, e que, consequentemente, as disputas pelo “poder” vão conduzir a comportamentos relativamente agressivos.
A projecção do aquário é um passo importante na manutenção de Tropheus. Atendendo a que os animais defendem territórios, a disposição das pedras, bem como a criação de barreiras visuais entre diferentes espaços podem ajudar a reduzir a agressividade.
O número de machos num aquário é, também, um factor a ter em conta para reduzir a agressividade, mas que na maior parte das vezes o aquariófilo não consegue controlar, porque compra os animais muito pequenos, o que dificulta a distinção dos sexos.
Reprodução:
Geralmente, os indivíduos atingem a maturidade sexual após um ano de vida.
Esta espécie é incubadora bucal.
A corte inicia-se com o macho a mostrar-se a uma fêmea que “acidentalmente” passa pelo seu território. Quando a fêmea está receptiva, esta mostra-se também ao macho, levando o macho a um frenesim, no qual se sacode (meio dobrado) encaminhando a fêmea para o local onde ocorrerá a desova. Em seguida, começam a nadar em círculos, com o macho a incitar a fêmea a colocar os ovos tocando no seu abdómen com a cabeça. Posteriormente, a fêmea coloca os ovos, abocanhando-os logo de seguida e recolhendo, também o esperma do macho, fazendo uma ligeira pressão sobre o abdómen do mesmo. Nas, aproximadamente, 6 semanas que se seguem a fêmea vai guardar as crias na boca até que estas estejam prontas para sair.
As fêmeas de Tropheus moorii possuem, ainda, a particularidade de alimentar as suas crias durante o período de incubação, passando, elas próprias, fome. Poucas espécies de peixes apresentam este investimento em cuidados parentais, que é relativamente comum noutros vertebrados (aves, mamíferos). Esta característica torna-os, ainda, mais cativantes de reproduzir.
As proles são, geralmente, pequenas em número, mas as crias nascem com um tamanho bastante considerável, fruto do elevado investimento dos progenitores em cuidados parentais (particularmente da fêmea).
Tamanho mínimo do aquário:
120x40x50 (para peixes adultos). Apesar de parecer um contra-censo o aquário deve ter pelo menos 12 peixes, porque quanto maior a colónia, menor a agressividade entre indivíduos porque a probabilidade de um indivíduo ser perseguido diminui. No entanto, não se deve exagerar no número de indivíduos num aquário tão limitado. Idealmente deverão ser mantidos em aquários maiores.
Outras Informações:
A colocação de pedras pequenas no meio das maiores é importante quando se pretende fazer criação dos animais junto dos progenitores pois permite que as crias se escondam dos adultos sempre que se sentem ameaçadas (ver vídeo 2). Esta estratégia, inclusivamente, resulta na presença de outras espécies (por exemplo, na presença de Lamprologus ocellatus).
http://www.ciclideos.com/tropheus-moorii-f194.html

Tropheus duboisi

Tropheus duboisi
 Tropheus duboisi


Biótopo:
Lago Tanganyika - Tropheus e Petrochromis
Distribuição Geográfica / População:
Populações mais representativas da espécie: Maswa e Karilani.
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Alimentação:
O seu habitat natural a dieta dos Tropheus Duboisi é composta por 99% de alimentos de origem vegetal (principalmente algas) e 1% de origem animal como pequenos crustáceos. Caso o peixe não receba uma dieta baseada em alimentos de origem vegetal terá problemas de origem gastrointestinal, devido ao comprimento do seu intestino ser maior que o da maioria dos peixes , podendo levar o peixe à morte.
Dimorfismo Sexual:
Os machos tem um nariz empinado enquanto as fêmeas tem uma inclinação maior e um nariz arredondado.
Há mudanças significativas na coloração do peixe durante as varias fases da sua vida: quando jovem apresenta uma coloração preta/azulada com pontos brancos por todo o corpo; ao longo do seu amadurecimento, na fase juvenil, apresenta uma coloração de transição com desenhos que lembram listras verticais levemente azuladas; e quando adulto, a sua coloração é preta com uma faixa levemente amarelada ou branca e com a cabeça azul.
Tamanho Máximo:
12 cm
Comportamento:
Manter este peixe com outros exemplares da mesma espécie é muito importante para o seu desenvolvimento, porque na natureza vive em grandes grupos com relações sociais bastante desenvolvidas, caso seja mantido 1 exemplar ou em grupos muito reduzidos, poderá apresentar uma agressividade maior que o normal.
Apesar de muitos criadores não recomendarem a manutenção desse peixe em aquários comunitários, isso é possivel desde que sejam observados os hábitos alimentares e comportamentais das espécies que dividirão o aquário com os Duboisis, estes também devem ter uma dieta essencialmente vegetal, é importante também partilharem das mesmas preferências quanto à água.
Reprodução:
A reprodução dá-se por incubação buco-faríngeo maternal, ou seja, a mãe mantém os filhotes dentro da cavidade bucal por um certo tempo.

Tropheus duboisi estão, também, descritos como podendo alimentar-se durante o período de incubação. Fruto desta alimentação durante este período, as crias, que estão na cavidade bucal, também acabam por se alimentar.
Tamanho mínimo do aquário:
O aquário deve possuir dimensões compatíveis com a manutenção de um grupo de pelo menos 10 exemplares, sendo que o minimo recomendado seriam 350 litros.
Outras Informações:
Originários do lago Tanganyika, situado no Continente Africano, o Duboisi custuma fixa-se num determinado raio (área), seja numa região arenosa ou rochosa, onde desenvolve relações de hierarquia com os demais integrantes do grupo a que pretence.
Autor:
Duarte Seabra
Última Actualização:
2011-01-14
Referências Bibliográficas:
Konings, A. (2005). Back to Nature Guide to Tanganyika Cichlids. 2nd Edition, Cichlid Press. El Paso.http://www.ciclideos.com/tropheus-duboisi-f18.html

Eretmodus cyanostictus

Eretmodus cyanostictus
 Eretmodus cyanostictus


Biótopo:
Lago Tanganyika - Gobios
Distribuição Geográfica / População:
Encontra-se na parte sul do lago. Muitas espécies são recolhidas no litorias de Mpulungu, Burundi, Kigoma e Zaire
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Alimentação:
No lago passam a maioria do tempo comendo algas, no entanto entre as algas encontram diversos invertebrados que também são ingeridos. No aquário deve-se dar-lhes uma alimentação à base de spirulina, ou granulado com alto teor vegetal. Deverá ser de todo evitado o tubifex, larvas de mosquito e artémia.
Dimorfismo Sexual:
É muito difícil de distinguir nos elementos jovens, o macho tem um ocelo na sua barbatana anal.
Tamanho Máximo:
9 a 10 cm
Comportamento:
No lago vivem em águas pouco profundas junto à costa onde a água possui um alto nível de oxigénio devido ao movimento contínuo da água. È um ciclideo calmo, embora um pouco agressivo com os da mesma espécie, passa normalmente todo o dia picando as algas das rochas.
Reprodução:
Uma vês formado um casal, escolhem uma pequena cova e quando estiverem preparados fazem um baile nupcial típico de alguns ciclideos do tanganyika, a fêmea coloca os seus ovos que são prontamente fertilizados pelo macho, sempre sobre uma pedra plana. Coloca entre 5 a 25 ovos, uma vez fertilizados a fêmeas coloca-os na sua boca. São incubadores bucais, mas neste caso a incubação é dividida pelos dois, após 10 a 12 dias da fertilização dos ovos a fêmea chama a atenção do macho como se fosse haver uma nova postura, mas é quando a fêmea passa as larvas cuidadosamente ao macho, cabendo ao macho o último período de incubação de 7 a 9 dias. Nas próximas duas semanas os pais dão-lhes protecção. Os alevins poderão ser alimentados com spirulina esmagada.
Tamanho mínimo do aquário:
Pode-se manter em aquários a partir dos 100 litros, com substrato de preferência em areia, com algumas rochas. É muito importante uma boa filtração.
Outras Informações:
São de uma cor amarelo/esverdeado com algumas seis ou sete barras transversais e com alguns pontos azuis, o corpo é estreito e possuem a barbatana dorsal larga de forma a combater as fortes correntes. Este ciclideo caracteriza-se pela forma da sua boca e da cabeça. As mandíbulas possuem duas ou três fiadas de dentes desenhados para comer as algas.
Autor:
Nuno Correia
Última Actualização:
2010-11-19
Referências Bibliográficas:
Konings, A. (2005). Back to Nature Guide to Tanganyika Cichlids. 2nd Edition, Cichlid Press. El Paso.http://www.ciclideos.com/eretmodus-cyanostictus-f44.html

Cyphotilapia frontosa

Cyphotilapia frontosa  , Kigoma
 Cyphotilapia frontosa , Kigoma


Biótopo:
Lago Tanganyika - Cyphotilapias
Distribuição Geográfica / População:
Ocorre exclusivamente na zona de Kigoma (Tanzania).
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Alimentação:
À imagem das restantes Cyphotilapias São carnivoros, comem todo o tipo de comida.
No seu meio meio natural comem outros peixes como cyprichromis e invertebrados. São naturais predadores no seu meio natural.

Em aquário comem todo o tipo de comida congelada desde Krill, camarão, larvas, coração de boi e todo o tipo de granulado.
Dimorfismo Sexual:
Enquanto juvenis são dificeis de distinguir os machos das femeas.

Só por volta dos 2 anos de idade é que atingem a maturidade sexual e começam então as primeiras posturas.

Tal como nos restantes ciclideos o mumero de ovos / alevins por postura aumenta com o avançar da idade.

Depois os machos tendem a ganhar ligeiramente a coloração azul mais carregada e semelhante a todas as
Cyphotilapias, desenvolvem na parte superior da cabeça uma grande bossa.

Distinguem-se dos restantes frontosa / gibberosa por ser a unica com 7 riscas.
Tamanho Máximo:
No lago e em estado adulto passam os 30 Cms.

Em aquário podem atingir este tamanho desde que este seja grande o suficiente.

As femeas são sempre mais pequenas do que os machos. em adulto essa diferença pode ser superior a 10cms.
Comportamento:
É um peixe melhor mantido em cardume pois tende a ficar mais á vontade, perder um pouco a sua agressividade e
assim o aquáriofilista disfruta melhor do comportamento deste magnifico ciclideo. Caso seja mantido num aquário
comunitário tendem a esconder-se e a ficarem isolados num refúgio.

Os machos entre eles são agressivos até haver um dominante depois há o respeito natural da hierarquia.

Nos peixes selvagens, e devido ao seu instinto, tendem a atacar e a predar os restantes habitantes do comunitário.
Reprodução:
São incubadores bocais, em tudo idênticos aos Mbunas do lago Malawi. São peixes de "harem" ou seja devem ser

feitas colónias com base num rácio de 1M para 5F. A reprodução é também feita em T e a femea guarda os ovos por um período entre 22 e 25 dias.

Dependendo do tamanho da femea, esta pode guardar até 50 ovos, alguns casos até mais, cabe depois ao
aquáriofilista decidir se deixa a femea levar a incubação até ao fim, onde reduz o número de ovos que chegam a alevins, ou se faz a incubação artificialmente onde o número de ovos que chega a alevins é bem maior. De refrir que os ovos são enormes quando comparados com os de outros ciclideos de menor porte.
Tamanho mínimo do aquário:
Para disfrutar em pleno deste magnifico ciclideo o aquário deve ter no minimo cerca de 800Lts, no entanto é
possivel mante-los em aquários mais pequenos, especialmente enquanto no estado de alevins e juvenis, e até porque demoram bastante a crescer e a atingir a maturidade sexual.
Outras Informações:
A Cyphotilapia frontosa é chamada o "Rei do Tanganyika"!É um dos ciclideos de maior porte do lago Tanganyika.
Está presente por quase todas as populações do Lago (daí vem a variação de cor azul!) e pode ser encontrado tanto em zonas rochosas como em zonas planas de areia. São habitantes das zonas mais profundas (e escuras!) do lago, por essa razão os peixes selvagens desta espécie, quando em aquário, não gostam de muita luz. Os exemplares selvagens, quando capturados têm que ser trazidos para a superficie por etapas, de modo a fazerem uma boa descompressão e assim evitar problemas futuros e mesmo a morte.

Gostam de águas duras e alcalinas e toleram relativamente bem as oscilações de temperatura desta.
Autor:
Nuno Paiva
Última Actualização:
2010-11-19
Referências Bibliográficas:
Tawil, P. (2010). Cyphotilapia: The Tiar - Crowned Pope of Lake Tanganyika. Cichlid News. 19,3: (20-26)
http://www.ciclideos.com/cyphotilapia-frontosa-f42.html

Cyphotilapia sp. "6-bar frontosa"

"
Cyphotilapia sp  6-bar frontosa , Burundi
 Cyphotilapia sp. "6-bar frontosa" , Burundi


Biótopo:
Lago Tanganyika - Cyphotilapias
Distribuição Geográfica / População:
Endémico da zona nordeste do lago.
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Alimentação:
Á imagem das restantes Cyphotilapias São carnivoros, comem todo o tipo de comida.
No seu meio meio natural comem outros peixes como cyprichromis e invertebrados. São naturais predadores no seu meio natural.

Em aquário comem todo o tipo de comida congelada desde Krill, camarão, larvas, coração de boi e todo o tipo de granulado.
Dimorfismo Sexual:
Enquanto juvenis são dificeis de distinguir os machos das femeas.

Só por volta dos 2 anos de idade é que atingem a maturidade sexual e começam então as primeiras posturas.
Tal como nos restantes ciclideos o mumero de ovos / alevins por postura aumenta com o avançar da idade.
Depois os machos tendem a ganhar ligeiramente a coloração azul mais carregada e semelhante a todas as Cyphotilapias, desenvolvem na parte superior da cabeça uma grande bossa.

Distinguem-se dos restantes frontosa pela longa, e bem definida lista, que abrange todo o olho.
Tamanho Máximo:
No lago e em estado adulto passam os 30 Cms.

Em aquário podem atingir este tamanho desde que este seja grande o suficiente.

As femeas são sempre mais pequenas do que os machos. em adulto essa diferença pode ser superior a 10cms.
Comportamento:
É um peixe melhor mantido em cardume pois tende a ficar mais á vontade, perder um pouco a sua agressividade e assim o aquáriofilista disfruta melhor do comportamento deste magnifico ciclideo. Caso seja mantido num aquário comunitário tendem a esconder-se e a ficarem isolados num refúgio.

Os machos entre eles são agressivos até haver um dominante depois há o respeito natural da hierarquia.

Nos peixes selvagens, e devido ao seu instinto, tendem a atacar e a predar os restantes habitantes do comunitário.
Reprodução:
São incubadores bocais, em tudo idênticos aos Mbunas do lago Malawi. São peixes de "harem" ou seja devem ser feitas colónias com base num rácio de 1M para 5F. A reprodução é também feita em T e a femea guarda os ovos por um período entre 22 e 25 dias.

Dependendo do tamanho da femea, esta pode guardar até 50 ovos, alguns casos até mais, cabe depois ao aquáriofilista decidir se deixa a femea levar a incubação até ao fim, onde reduz o número de ovos que chegam a alevins, ou se faz a incubação artificialmente
onde o número de ovos que chega a alevins é bem maior. De refrir que os ovos são enormes quando comparados com os de outros ciclideos de menor porte.
Tamanho mínimo do aquário:
Para disfrutar em pleno deste magnifico ciclideo o aquário deve ter no minimo cerca de 800Lts, no entanto é possivel mante-los em aquários mais pequenos, especialmente enquanto no estado de alevins e juvenis, e até porque demoram bastante a crescer e a atingir a maturidade sexual.
Outras Informações:
Esta espécie do género Cyphotilapia tem apenas 6 barras em contraste com a Cyphotilapia frontosa, mais difundida no hobby, que tem 7 barras (note-se que isto é contando a barra que está sobre o olho). Esta é uma espécie que aguarda classificação e que muitas vezes é confundida com a sua congénere Cyphotilapia frontosa.
Autor:
Nuno Paiva
Última Actualização:
2010-11-19
Referências Bibliográficas:
Tawil, P. (2010). Cyphotilapia: The Tiar - Crowned Pope of Lake Tanganyika. Cichlid News. 19,3: (20-26)
http://www.ciclideos.com/cyphotilapia-sp-6-bar-frontosa-f35.html

Cyphotilapia gibberosa

Cyphotilapia gibberosa  , Mpimbwe
 Cyphotilapia gibberosa , Mpimbwe


Biótopo:
Lago Tanganyika - Cyphotilapias
Distribuição Geográfica / População:
Ocorrem na zona sul do lago.
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Alimentação:
À imagem das restantes Cyphotilapias São carnivoros, comem todo o tipo de comida.
No seu meio meio natural comem outros peixes como cyprichromis e invertebrados. São naturais predadores no seu meio natural.

Em aquário comem todo o tipo de comida congelada desde Krill, camarão, larvas, coração de boi e todo o tipo de granulado.
Dimorfismo Sexual:
Enquanto juvenis são dificeis de distinguir os machos das femeas.

Só por volta dos 2 anos de idade é que atingem a maturidade sexual e começam então as primeiras posturas.

Tal como nos restantes ciclideos o mumero de ovos / alevins por postura aumenta com o avançar da idade.

Depois os machos tendem a ganhar ligeiramente a coloração azul mais carregada e semelhante a todas as Cyphotilapias, desenvolvem na parte superior da cabeça uma bossa embora não tão grande como nos Burundi e Kigoma.
Distinguem-se dos restantes frontosa / gibberosa pela coloração azul claro (bebe). Também a lista que passa pelos olhos é do tipo máscara que abrange os dois olhos passando pela frente da cara.
Tamanho Máximo:
No lago e em estado adulto passam os 30 Cms.

Em aquário podem atingir este tamanho desde que este seja grande o suficiente.

As femeas são sempre mais pequenas do que os machos. Em adultos essa diferença pode ser superior a 10cms.
Comportamento:
É um peixe melhor mantido em cardume pois tende a ficar mais á vontade, perder um pouco a sua agressividade e assim o aquariofilista disfruta melhor do comportamento deste magnifico ciclideo. Caso seja mantido num aquário comunitário tendem a esconder-se e a ficarem isolados num refúgio.

Os machos entre eles são agressivos até haver um dominante depois há o respeito natural da hierarquia.

Nos peixes selvagens, e devido ao seu instinto, tendem a atacar e a predar os restantes habitantes do comunitário.
No caso dos Mpimbwe são reconhecidamente a variante mais agressiva que há dentro das Cyphotilapias.
Reprodução:
São incubadores bocais, em tudo idênticos aos Mbunas do lago Malawi. São peixes de "harem" ou seja devem ser feitas colónias com base num rácio de 1M para 5F. A reprodução é também feita em T e a femea guarda os ovos por um período entre 22 e 25 dias.

Dependendo do tamanho da femea, esta pode guardar até 50 ovos, alguns casos até mais, cabe depois ao aquáriofilista decidir se deixa a femea levar a incubação até ao fim, onde reduz o número de ovos que chegam a alevins, ou se faz a incubação artificialmente onde o número de ovos que chega a alevins é bem maior. De refrir que os ovos são enormes quando comparados com os de outros ciclideos de menor porte.
Tamanho mínimo do aquário:
Para disfrutar em pleno deste magnifico ciclideo o aquário deve ter no minimo cerca de 800Lts, no entanto é possivel mante-los em aquários mais pequenos, especialmente enquanto no estado de alevins e juvenis, e até porque demoram bastante a crescer e a atingir a maturidade sexual.
Outras Informações:
É um dos ciclideos de maior porte do lago Tanganyika. Pode ser encontrado tanto em zonas rochosas como em zonas planas de areia. São habitantes das zonas mais profundas (e escuras!) do lago, por essa razão os peixes selvagens desta espécie, quando em aquário, não gostam de muita luz. Os exemplares selvagens, quando capturados têm que ser trazidos para a superficie por etapas, de modo a fazerem uma boa descompressão e assim evitar problemas futuros e mesmo a morte.
Gostam de águas duras e alcalinas e toleram relativamente bem as oscilações de temperatura desta.
Autor:
Nuno Paiva e Adalberto Pereira
Última Actualização:
2010-11-19
Referências Bibliográficas:
1. Tawil, P. (2010). Cyphotilapia: The Tiar - Crowned Pope of Lake Tanganyika. Cichlid News. 19,3: (20-26)
 
http://www.ciclideos.com/cyphotilapia-gibberosa-f46.html