quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Peixe Neon - Alimentação



Come de tudo (6 onívoro), desde alimentos vivos (Daphnias, larva de mosquito, Artêmia), até alimentos congelados (Blood worms, Artêmia), naturais (coração de boi cru e finamente raspado, vôngole raspado), raga) em flocos (existem dezenas de opções), em grãos flutuantes (prefira os bem pequeninos), etc...

A base das refeições pode ser os alimentos industrializados...

Apreciam patês.

2-3 refeições ao dia está muito bem...

São peixes de boca muito pequena, por isso apreciam alimentos muito pequenos. Se alimentam com rapidez, preferindo apanhar o alimento na superfície ou a meia água.

Tipos mais comuns de Algas e como Combatê-las


Limpa Vidro (Otocinclus affinis, não é o famoso cascudo)


Comedor de Algas Siamês (Crossocheilus siamensis)

Olá amigos do Aqua Simples,

Vamos falar hoje sobre um certo "probleminha" que ocorre com muita freqüência em nossos aquários... Infestação da algas...

As algas é um dos problemas mais comuns em um aquário, plantado ou não. Isto está associado, normalmente, a excessos no aquário. Por exemplo, muita luz, nutrientes e CO2 não é suficiente ou muitos nutrientes e luz em demasia. Mesmo em um aquário perfeitamente equilibrado é impossível ficar livre de algas. Abaixo estão os tipos mais comuns de algas e como você mesmo pode se livrar delas.

Devemos ver se não existe um número muito grande de peixes em nosso aquário (super população) ou se não estamos colocando no aquário mais comida do que os peixes conseguem comer ou ainda se o nosso sistema de filtragem está adequado... Além é claro do aumento de trocas parciais...

Existem no mercado alguns remédios que dizem exterminar com as algas... Mas costumam se muito fortes e podem até matar alguns peixes... Tem também uma solução mais cara que é o esterilizador UV (Ultra Violeta)...

A solução mais comum é tentar equilibrar a quantidade de nutrientes na água com a redução de fertilização, alimentação correta dos peixes, adequação da quantidade de peixes, correção da iluminação... Mas não para por ai... Há também o CM (controle na munheca... estou soltinho igual arroz de primeira) onde o aquarista retira o que puder de alga na mão... E a compra de comedores de algas (peixes e outros)...

Mas vamos falar das algas...



Algas Cabelo (por todo o aquário)

Tipo muito comum em plantas e pedras. Podem ser de muitas cores diferentes, mas é geralmente verde ou acinzentada. Elas são muito finas, por vezes crescendo verticalmente até 8,6 centímetros de comprimento. Normalmente devido a sobredosagem de fertilizantes líquidos, especialmente aqueles alto teor de ferro e de fosfatos.

Livrar-se dela
Basta reduzir a quantidade e a freqüência ou erradicar completamente qualquer adição de fertilizantes para ele parar de crescer ou adicionar mais potássio assim as plantas vão utilizar os fosfatos de forma mais rápida. Você pode desligar o filtro por instantes e arrancar manualmente o que for possível desta alga (não esqueça de ligar o filtro novamente, ok? rsrs...).


Algas verdes (no vidro do aquário)

Provavelmente o tipo mais comum de alga. Aparece como manchas verdes em toda parte: vidro, pedras, peixes, substrato, filtros, em todos os lugares. Eu descobri que ela ocorre quando há luz direta sobre ela. Também ocorre dela impedir o crescimento das plantas.

Livrar-se dela
Praticamente impossível livrar-se dela, sobretudo se for sobre as plantas. Se é sobre o vidro você pode ir limpando. Para as plantas que ela infestar, certifique-se dominuir a incidência de luz solar direta.


Algas Marrons (na foto: areia com algas marrons)

Principalmente encontradas em plantas e substrato. É como se fosse um casaco castanho de lodo sobre as plantas. É muito fácil retirar o excesso esfregando (mesmo nas folhas). Geralmente causada por excesso de fosfatos na água.

Livrar-se dela
Uma das maneiras mais fáceis de se livrar é comprando um lote de plantas de crescimento rápido, para que possam competir pelos nutrientes com as algas. Entretanto, você poderia simplesmente querer comprar alguns peixes (Comedor de Algas Siamês) que se alimentam de algas. Eles vão fazer uma festa com isso. O melhor é comprá-los em grupos de 3 ou maior (depende do tamanho do aquário).


Algas Verde-Azuis (cianobactérias)

Nunca tentaram resolver este tipo de algas antes (felizmente), para informação veio de The Tropical Tank. Algas verdes-azuis (cianobactérias) aparece como um revestimento viscoso, em uma série de diferentes cores.Ela pode abafar plantas e podem liberar toxinas prejudiciais aos peixes. Ela pode fixar nitrogênio, portanto, ocorrem em tanques com zero ou muito baixa nitratos (mas possivelmente elevados níveis de outros nutrientes, especialmente fósforo).

Livrar-se dela
Nenhuma cura conhecida. Nenhum peixe vai comer, porque ela libera toxinas. Algumas pessoas tentaram utilizar antibióticos, mas tenha certeza de que sabe o que está fazendo em primeiro lugar.


Algas Petecas (esse tufo na planta)

Esse tipo de algo é o pesadelo dos aquaristas... Muito difícil de se combater por ser muito resistente. Ela se fixa fortemente nas plantas (se tentar tirar a planta vai junto, rsrs), no cascalho e no restante do aquário. Adora águas bem oxigenadas, movimentadas e frias...

Livrar-se dela
Aumentar o nível de CO2 na água, mas cuidados com garrafas caseiras, pois este tipo de injetor caseiro é muito inconstante... Peixes comedores de algas ajudam... Trocas parciais também. Diminua a movimentação da água e retire manualmente os focos destas algas... Inclusive com podas das plantas afetadas (evite espalhar a alga dentro do aquário)... Filtro UV também é um aliado... Coloque plantas de crescimento rápido para concorrer com as algas petecas.

Peixe Neon - Introdução


Neon-Cardinal - A beleza do Neon enche de cor os nossos olhos...


Olá amigos, continuando a nossa conversa gostaríamos de falar nestes nossos artigos de 3 espécies de Neons que são comumente vistos nas lojas: Neon-cardinal, Neon-tetra, Neon-negro.

Dentre as 3 espécies o Neon-negro é o mais resistente e mais adaptável aos nossos aquários. O peixe Neon-cardinal é mais frágil, necessitando de aquário mais parecido com o seu habitat... Já o Neon-tetra não é tão comumente achado em nossas lojas...

Caracídeos é a família dos Neons, dos Tetras, que são parentes do Engraçadinho, do Tetra-preto e do Mato Grosso. Normalmente os peixes de uma mesma família tem as mesmas necessidades quanto a sua moradia e necessidades...

Qual a fama do Neon?

Por aqui é a sua delicadeza e fragilidade... Mas qual o motivo? Bem vamos falar um pouco da viagem que os nossos peixes fazem até chegar em nossa casa. Infelizmente não é comum o Neon ser criado por piscicultores, normalmente, ele é coletado da natureza e neste momento da captura o Neon perde o primeiro round. Quando ele é captura do em seu lar (lar dos Neons, mas não é o Vale Encantado de Steven Spielberg e George Luca) debaixo de muito sol e a viajem dura horas até chegarem aos distribuidores. Logo são enviados para atacadistas, que estão espalhados pelo Brasil (aqui perdem o segundo round). Dali os Neons são enviados as lojas (essa que você compra seus peixes mesmo) e perdem o terceiro round.

Bem aqui você entra em jogo... O seu aquário deve ser a quinta casa de nosso Neon... Ufa!

Que viajem, não? Como vêem, é importante ter um aquário bem preparado para recebê-los.

Os Neons costuma chegar muito filhotes em sua casa, muito magros, necessitando de cuidados (estão muito debilitados), pois já viram como são tratados os peixes nas lojas? A comida é pouco e de péssima qualidade... Muitos em pouco espaço e assim por diante...

Dê ração de qualidade, principalmente, alimentos vivos...

Gosto muito de dar enquitréias...


Os Neons costumam morrem por esse desgaste da viagem ou por causa do aquário que não está devidamente preparado para recebê-lo...

Peixe Neon - Reprodução

Sejam bem vindos amigos do Aqua Simples. Vamos falar hoje como tentar reproduzir os Neons em aquário.

Já sabemos que a tarefa não é nada fácil. Poucos tiveram sucesso. E qualquer detalhe é importante...

A primeira coisa que devemos ter é um aquário exclusivo para Neons... Densamente plantado e com muito Musgo de Java. Aquário mais escuro... Não vá iluminar fortemente o aquário...

Cuidado com a filtragem... Coloque uma esponja para impedir que seu filtro puxe os ovos ou os alevinos...

Os Neons vivem (na natureza) em águas escuras e ricas em ácido húmico* (veja no final do artigo) e também ácido tânico** (veja no final do artigo). Os ácidos são bacteriostáticos (matam bactérias) impedindo que bactérias tomem conta da água. Assim a água torna-se livre destes agentes indesejáveis... Mas o que isso tem haver com a reprodução?

Na verdade estas águas são livres destas bactérias o que possibilita a desova dos Neons... Os ovos dos Neons são muito sensíveis. E em nossos aquários sempre ocorre algo que impossibilita a reprodução.

Os Neons (peixe ovíparo, dã...) deixam seus ovos soltos na água (que se fixam na vegetação). Os ovos são semi-adesivos e normalmente eclodem de 24 a 36 horas após a postura.

Os pais podem comer a desova... Por isso a importância do aquário ser plantado (muito).

Os alevinos vão se alimentar de infusórios***(veja no final do artigo).

Normalmente se vê os Neons em seu ritual de acasalamento o que se torna difícil de verificar são os ovos e os alevinos...

Na naturaza a desova ocorre no escuro (a água é escura, lembra?) em água ácida e mole.

Os pais não vão ficar tomando conta dos ovos ou dos alevinos... Eles deixam isso com a mãe natureza (em nosso caso com agente).

É importante a questão da alimentação. Dê alimentos vivos variando o cardápio... Os Neons vão sentir a fartura (como na época de cheia) mas cuidado para não colocar comida em excesso, pois corre o risco de mudar a qualidade da água... Alimente 3 vezes ao dia...

Existem diversas formas de tentar montar o ambiente adequado, mas todas elas passam pela características descritas acima.

Vamos a parte prática!



- Escolha um aquário a partir de 40 litros.
- Coloque uma placa de xaxim tratada no fundo (bem pequena, e imagem acima é ilustrativa).
- Cubra o fundo com musgo de Java.
- Coloque um grupo de Neons.
- Água deve ser ácida com o pH em torno de 5,5 a 6,5 e a temperatura em torno de 27 a 29°C e água mole.
- A Iluminação deve ser fraca (não é a vez das plantas e sim de reproduzir).

A desova não tem como se identificar com antecedência, pode ocorrer em qualquer momento. E a eclosão é rápida (24 a 36 horas). Fique atento! Se perceber retire os adultos...

Os ovos são sensíveis a fungos e podemos imitar a naturaza colocando xaxim no aquário, pois o xaxim é um fungicida natural.

Alimente os filhotes com infusórios, náuplios de artêmia e microvermes...

Existem outras formas, se você teve êxito entre em contato conosco... Ficaremos felizes em divulgar o seu método!

domingo, 3 de novembro de 2013

Problemas com algas?

São recorrentes problemas com excesso de algas nos aquários de água doce, devido a itens como:
  • detritos provocados por excesso na alimentação 
  • dejetos orgânicos produzidos por uma população de peixes acima da capacidade do aquário  
  • elevados ou baixos índices de fosfato, silicato e/ou nitrato na água de uso para o aquário ou proveniente do substrato utilizado (podem ser feitos testes para verificação)
  • baixo nível de KH (Dureza de Carbonatos) e GH (Dureza Geral ou Total)
  • desequilíbrio químico geral
  • iluminação por tempo ou em quantidade excessiva
Esses elementos juntos ou separadamente, associados a mais que 12 horas de iluminação, é que acabam causando um crescimento exagerado de algas nos vidros, plantas, corais ou até mesmo na própria água do aquário (água verde).
Para os aquários de água doce com peixe e com ou sem plantas, o ideal é fazer trocas parciais mais frequentes utilizando um condicionante de água (AquaSafe), limpar semanalmente os elementos filtrantes, colocar animais algueiros (como: molinésias balão, limpa vidros, comedores de alga "Algae Eater", caramujos Ampularia e camarões) e até utilizar alguma resina removedora de fosfato e de silicato se for o caso, como o PhosGuard.
É muito importante verificar a origem da água a ser utilizada no aquário, ou seja, de preferência utilize água filtrada, pois assim já retém muitos poluentes.
Os problemas com algas podem ser ainda piores em um aquário bem plantado ou de rochas vivas com corais se utilizamos água de torneira imprópria, não controlamos a reserva alcalina (Alk, num marinho) ou a Dureza de Carbonatos (kH, em água doce) e nem a Dureza Total (gH, em água doce). Nesses modelos de aquário a iluminação é muito forte e qualquer nutriente em desequilíbrio pode provocar um súbito crescimento de algas. O melhor a fazer é sempre utilizar água filtrada de um filtro Deionizador ou de Osmose Reversa. Esses filtros purificam quase 100% da água de torneira, retirando dela qualquer traço de poluente. Se acontecer um surto de algas, deve-se fazer o mesmo procedimento citado no parágrafo anterior, cuidando em utilizar água previamente filtrada, diminuir o fotoperíodo das lâmpadas e usar um tamponador e repositor de sais minerais.
A circulação de água deficiente num aquário marinho (baixo ORP) ou exagerada num aquário com plantas vivas (causando redução do CO2), também pode causar algas, procure verificar suas necessidades específicas.
Quando o problema é a água do aquário verde, podemos utilizar clarificantes específicos (Green Water Remover para aquários de água doce ou o Green-Ease para lagos). Mas a solução mais definitiva são os filtros ultravioletas (Tetra, AA Aquarium ou Atman), muito utilizado para lagos e também para esterilizar a água do aquário, evitando assim doenças provocadas por parasitas ou protozoários.
O filtro ultravioleta funciona matando as algas verdes que estão em suspensão (água verde) e também acaba esterilizando a água do aquário de água doce ou salgada ou lago, diminuindo bastante a infestação por parasitas nos peixes. Veja aqui um guia completo sobre esse importante filtro auxiliar.
Para acabar com as resistentes e imbatíveis algas "petecas" nos plantados, além das dicas descritas acima, você também pode utilizar um medicamento próprio para aquários, o Algae Destroyer Advance (exceto com invertebrados como caramujos e camarões), é muito eficiente. Ou então sendo um aquário densamente plantado o mais eficaz é o Flourish Excel, que melhora a absorção dos nutrientes pelas plantas diminuindo assim o alimento para as algas.
E para o caso de cianofícias (azuis ou verdes como uma pele em água doce), que são são bactérias fotossintetizante, temos o Blue-Green Algae Remover ou o Red Slime Remover (cor de vinho em água salgada), que são um excelente tratamento contra elas.
Uma resina diferente que temos utilizado de forma indireta para prevenir o problema com algas, doenças e até desequilíbrio do pH, KH e GH é o Purigen, que acaba sendo um "skimmer químico", pois retira da água dejetos orgânicos e ainda por cima é reciclável.
Também temos produtos biológicos que ajudam a prevenir e até solucionar problemas com algas, pois concorrem com as algas, confira o Microbe-Lift Special Blend.
Essas são algumas dicas de como evitar e solucionar esse problema, mas cada caso é um caso, consulte-nos para um melhor aconselhamento.
Lembre-se, as algas jamais serão ou deverão ser eliminadas por completo do aquário, mesmo porque fazem parte do equilíbrio biológico necessário a um aquário bem estabilizado. O que não pode acontecer é um crescimento desordenado.

Betta


Betta 
O Betta splendens, ou simplesmente betta, é um dos peixes mais populares do mundo. Esse peixe magnífico é resultado de uma mutação genética proporcionada pelo homem. O betta selvagem, encontrado na natureza, em nada lembra o peixe colorido e com caudas enormes e eriçadas que conhecemos.
O betta tem comportamento extremamente agressivo com peixes de sua espécie, o que lhe confere o apelido de "peixe de briga". Ele tem de viver isolado de outros peixes. Algumas pessoas colocam esse tipo de peixe em rinhas onde é apostado dinheiro em brigas de betta. Geralmente, morrem os dois oponentes.
Seu habitat é sempre com pouca ou nenhuma movimentação na água, pouco oxigênio e sem obstáculos que o impeçam de ver outros machos oponentes. Por não precisar de equipamentos, o custo do betta e de sua manutenção é baixo. Esse peixe é extremamente resistente e pode viver vários anos, desde que seu dono tenha os cuidados adequados com sua alimentação e manutenção da água da beteira ou aquário.
O aquário do Betta ou beteira
Utilize aquários pequenos, próprios para o betta, comumente chamdos de beteiras. Nas lojas do ramo você encontrará diversos tamanhos e modelos, prefira os de vidro plano e com mais de 2 litros, quanto maior melhor, pois terá mais espaço para ele, a água fica mais limpa por mais tempo e também, se preferir, você pode instalar um filtro externo e/ou um termostato com aquecedor mais facilmente.
Escolha um local
Pode ser na cabeceira da cama, na mesa de seu escritório, na cozinha, na sala, no banheiro, enfim, em qualquer lugar, desde que não fique sob luz direta do sol (para evitar que o peixe cozinhe), frio excessivo, chuva, cheiros muito fortes, especialmente tinta ou qualquer outro produto químico, fumaça, gordura ou qualquer outra condição que não lembre os ambientes já sugeridos.
A hora de soltar o peixe no aquário
É muito simples. Basta colocar água da torneira no aquário do betta (mais conhecido como beteira), deixando espaço para a água que já está no saquinho do betta, e pingar algumas gotas do condicionador de água (AquaSafe).
Atenção: não pingue qualquer tipo de medicamento sob pretexto de evitar doenças. Ninguém toma remédios se não estiver doente. Após colocar a água e pingar o condicionador, coloque o saquinho com o peixe dentro da água, mas sem deixar que o peixe se solte. Apenas deixe entrar um pouco da nova água no saquinho. Após 15 ou 20 minutos, solte o peixe com água e tudo no aquário.
A alimentação
Procure adquirir o melhor e mais completo alimento para o seu peixe.
Existem várias marcas excelentes no mercado (Tetra Blood Worms, Tetra BettaMin, Tetra Min Granules, Tetra Floating Mini Pellets,  ProBetta Show).
Não alimente o novo peixe no mesmo dia de sua chegada.
Normalmente, este se encontra estressado e, por isso, um pouco arisco. Nessas condições, o peixe normalmente não procura alimento. Deixe para o dia seguinte. Jogue de 1 a 3 floquinhos ou grãozinhos e observe a reação do peixe. Se ele comer os três rapidamente, jogue mais uns 4 floquinhos e aguarde. Faça isso uma ou duas vezes ao dia.
Em alguns casos, mesmo no segundo dia, o peixe não come. Isso pode não ser sinal de problema, mas fique bastante atento a sinais de pintas brancas, manchas ou aspecto empoeirado do animal. Perda de coloração em determinada parte do corpo ou descamação podem ser sintomas de alguma doença. Nesse caso, procure um lojista de sua confiança, o mais rápido possível, e exponha o problema. O tempo que você demora para perceber alterações em seu betta e tomar uma atitude é que determina a sobrevivência de seu peixe.
Não superalimente seu betta. Em geral, ele precisa de 2 a 4 pequenas pitadas de alimento para se sentir saciado. Bettas maiores podem ter necessidade de um pouco mais de comida. Use o seu bom senso para dosar as refeições. O importante é que o alimento seja sempre oferecido em pequenas pitadas, e nunca de uma vez só. Dessa forma, evitamos o desperdício e não sujamos a água, no caso de a fome do betta ser menor do que a quantidade de alimento oferecida por você. Podemos também fracionar a alimentação em dois períodos (manhã e noite, por exemplo). O importante é nunca exagerar nem deixar sobrar alimento, pois, como a beteira não possui filtro, a ração irá apodrecer e prejudicar a qualidade da água, o que pode provocar uma doença no animal. Quando seu peixe não comer tudo o que você jogou, retire com uma rede os restos de alimento o mais rápido possível.
Alguns bettas estão acostumados a se alimentar de alimento granulado, comum no mercado. Eles são usados por alguns criadores e distribuidores de betta, por serem mais baratos. Por isso, pode ser que seu peixe leve algum tempo para se acostumar com o gosto de outra ração, e então passe a pegar o alimento e cuspi-lo repetidamente. Não se preocupe. O betta é um peixe muito resistente e pode ficar muitos dias sem comer, o que não irá causar nenhum prejuízo para a sua saúde. Continue insistindo por mais uma semana ou pouco mais. Certamente ele irá se acostumar.
E cuidado com rações de "bolinha" sem rótulo, pois podem não serem específicas para seu peixe betta e ainda lhe fazer mal.
A manutenção
É preciso trocar a água da beteira uma vez por semana ou a cada 10 dias, pelo menos.
Procedimento: tire cerca da metade da água da beteira e coloque em um copo ou recipiente. Em seguida, pegue seu betta com uma redinha apropriada e coloque-o nesse recipiente. Não o pegue com a mão, pois isso pode machucá-lo ou estressá-lo. Jogue fora o restante da água da beteira e lave bem o cascalho do fundo, eliminando todos os detritos. Encha o aquário até a metade, pingue algumas gotas de condicionador de água e aguarde cinco minutos. Certifique-se de que a temperatura da água nova não esteja muito diferente da água da beteira. Então jogue a água do recipiente e o peixe de volta ao aquário.
Evite trocar toda a água do aquário. Assim você evita choques de pH e de temperatura em seu peixe, aumentando a resistência dele a doenças e problemas futuros.
Outros itens que podem ajudar a facilitar sua manutenção são um sifão e um limpador magnético  pequeno.
Clique ao lado para ver mais itens de Limpeza e Manutenção.
Os cuidados
Preste atenção na temperatura do aquário toda vez que o clima variar muito em sua cidade. Temperaturas acima dos 30 graus e abaixo dos 22 graus são preocupantes. Variações maiores que dois graus num dia também. Para evitar problemas, escolha um dos locais indicados por nós para colocar sua beteira.
Mesmo assim, pode ser que você se depare com temperaturas baixas. Nesse caso, compre um pequeno aquecedor. Existem aquecedores de 1W, 2W e 5 watts, para aquários à partir de 5 litros você já pode utilizar um termostato com aquecedor, que é automático. Para os bettas, é usado algo em torno de 0,5 a 1 watt por litro. Mas fique atento: se a temperatura subir demais, pode matar seu peixe. Você deve observar seu betta diariamente. Perda de apetite, manchas ou pintas na pele podem ser sinais de doenças. Ao menor sinal de problema, ligue para o lojista de sua preferência e esclareça tudo o mais rapidamente possível.
Para medir a temperatura você pode precisar de um termômetro, dê uma olhada no link anterior para ver as opções disponíveis.
Medidas de emergência
Crianças pequenas ou pessoas mal orientadas são os maiores perigos para a saúde de seu peixe. Eventualmente podem despejar quantidades exageradas de alimento no aquário e, por conseqüência, fazer com que a água apodreça.
Nesse caso, o procedimento é o mesmo que usamos quando recebemos o peixe. A única diferença é que, dessa vez, a água antiga não é aproveitada.
Tire o peixe da beteira e coloque-o, com um pouco de água velha, em outro recipiente menor (um pote plástico, por exemplo). Troque toda a água do aquário, lave tudo (somente com água, sem nenhum produto), encha o aquário novamente, coloque algumas gotas do condicionador de água e deixe o peixe se adaptar  à nova temperatura, colocando o recipiente menor flutuando dentro do aquário. Utilizando uma redinha, coloque-o novamente no aquário.
Os riscos desse procedimento são maiores, mas não há nada melhor a fazer, a não ser que você tenha em casa um outro aquário já equilibrado, desde que este não seja destinado a discos ou ciclídeos. Se este for o seu caso, use 100% da nova água desse aquário. Você também pode usar dessa água sempre que fizer trocas parciais em sua beteira. Nesse caso, o uso de um condicionador de água é desnecessário.
Uso de medicamentos
Evite ao máximo usar medicamentos na beteira. Só faça isso quando for imprescindível. Dilua o medicamento em um litro de água para evitar problemas de overdose. Pode-se utilizar um bactericida e fungicida, como o BettaFix ou o Bactericida e Fungicida, que têm amplo espectro e curam a maioria das doenças que acomentem os peixes Betta.
Outros bettas
Infelizmente, os bettas são muito agressivos com peixes da mesma espécie. Por isso, não podem ser mantidos em grupo, nem com fêmeas. O que pode ser feito é manter várias beteiras com bettas. Se você colocar um próximo ao outro, verá que irão ficar eriçados, projetando-se contra o vidro na tentativa de conseguir atingir o outro betta. Com isso, você consegue fazer com que seu peixe se exercite um pouco e que mostre todo o seu esplendor. Faça isso por uma ou duas horas por dia. Isso não causa maiores problemas ao seu betta. Porém, mais tempo do que isso pode ocasionar estresse em seu peixe. Um espelho também pode ser usado para que seu betta pense que está olhando para um rival.
Fêmeas
As fêmeas de betta são muito menos agressivas. Podem ser mantidas em grupo e, dependendo do caso, até com outros peixes comunitários. Como as fêmeas de betta não são tão atraentes quanto os machos, não são muito procuradas pelos aquaristas, a não ser para reprodução.
Reprodução
Se você deseja reproduzir bettas, procure um criador experiente ou revistas especializadas. A reprodução dos bettas é simples, divertida e sempre dá resultados bem razoáveis.
Clique aqui para ver um guia a esse respeito no site da Era de Aquários.
Ah sim, não se preocupe se aparecerem pequenas bolhas (tipo uma espuma) na superfície da água, pois isso é simplesmente um ninho de bolhas de ar que o betta macho faz quando está na idade de acasalamento. Isso é sinal de saúde do seu betta.
Aquários comunitários
Os aquários comunitários não apresentam as condições que o betta precisa para sobreviver. O risco de perder um betta num aquário comunitário é de quase 100%, pois os outros peixes podem atacá-lo. O betta é agressivo apenas com peixes de sua própria espécie. Com outras espécies, ele é inofensivo. A movimentação excessiva na água, a profundidade e outros fatores podem matá-lo em questão de horas.

Acará Bandeira (Pterophyllum Scalare) – Um dos mais exóticos peixes de água doce


O acará bandeira é um dos peixes de água doce mais pupulares entre os aquariofilistas e um dos peixes mais comercializados no munto inteiro. É um peixe originário da bacia amazônica mas é cada ves menos retirado do estado selvatem, pois o custo de captura somado ao custo de transporte é muito maior do que o custo do acará bandeira reproduzido em cativeiro. O formato triangular torna o acará bandeira um dos peixes mais exóticos entre os peixes de água doce.
Variedades do acará bandeira
Hoje podemos encontrar mais de trinta variedades de acará bandeira, indo do negro ao algino, muito diferentes da espécie selvagem, que é prateado com barras negras verticais em seu corpo. É um peixe considerado resitente e nao é muito exigente com a qualidade da água, sendo assim indicado para iniciantes do aquarismo. É um peixe que se reproduz com certa facilidade em aquários, bastando seguir alguns parâmetros essenciais como temperatura e pH da água do aquário.
Acará bandeira (Pterophyllum scalare)
O acará bandeira é um peixe relativamtente grande. Alguns chegam a atingir 30 cm de altura desde a ponta da nadadeira até o fim da nadadeira anal. A longevidade do acará bandeira pode ser comparada a do acará disco e exemplares bem tratados desde pequenos pode chegar facilmente aos 6 anos de idade. Isso faz com que o acará bandeira prefira aquarios grandes, favorecendo assim o seu crescimento. É preferivel não mante-lo em aquários com menos de 45 litros. O acará bandeira cresce rapidamente, podendo atingir a fase adulta com oito meses de idade. Dê preferencia a um aquario alto pois facilita o bom desenvolvimento das nadadeiras do acará bandeira. O acará bandeira também gosta de aquários bem plantados com folhas compridas e altas onde às vezes, deposita seus ovos. É um peixe pacífico, apesar de observarmos de vez em quando algumas brigas entre bandeiras, isso é um comportamento normal da sua família Ciclidae, e estas normalmente acontecem por disputa de machos por alguma fêmea. Ou simplesmente uma disputa territorial. Estas brigas não chegam a machucar nenhum dos indivíduos. É preciso prestar atenção nestas brigas, pois, isto pode significar o empenho de algum casal que se formou em seu aquário.
Cuidados básicos
O aquário
Temperatura
Originário da região norte do Brasil, ele prefere temperatura alta em torno de 28 graus celcius. Porém é um peixe bastante resistente a temperaturas mais baixas, podendo conviver normalmente num aquário comunitário com temperatura de 25 graus. No caso da sua reprodução, o certo é mantê-la alta afim de estimular a desova e garantir uma boa eclosão e desenvolvimento dos filhotes. Uma temperatura alta promove um ciclo de desova curto e uma temperatura de 27 graus faz uma fêmea bem alimentada desovar a cada 8-15 dias.
Água

O bandeira é muito tolerante com a qualidade da água. Não é exigente com relação a dureza da água, sua reprodução inclusive, é obtida com sucesso em vários níveis de dureza. Ele é por natureza originário de água mole com dureza baixa, por isso aconselhamos freqüente trocas parciais de água afim de se manter o nível de dureza baixo. Eles adoram esta trocas de água que estimulam o acasalamento e desova.
pH
No caso do pH é aconselhável que seja ligeiramente ácido na faixa de 6.5 por suas preferências nativas, sendo possível mantê-lo também em água de pH neutro e ligeiramente alcalino. Uma “boa água” deve ter principalmente uma boa biologia, ser cristalina e livre de amônia, pois o bandeira como a maioria dos peixes é sensível a este elemento tóxico. Por isso é necessário um bom sistema de filtragem e manutenção da boa higiene do aquário.
Dimorfismo sexual
O acará-bandeira possui certas diferenças entre machos e fêmeas, contrariando certas publicações antigas que o apontavam sem dimorfismo sexual. Contudo é necessário uma certa experiência e a distinção dos sexos só pode ser precisa em exemplares juvenis e adultos. Há algumas regras básicas para assegurar uma boa distinção e definição entre machos e fêmeas: * analisar somente indivíduos de até 1 ½ para 2 anos de idade, pois alguns machos velhos superalimentados podem parecer ter óvulos e fêmeas velhas que já não produzem mais óvulos podem parecer machos provocando certa dúvida. * fazer a análise sem ter alimentado-os por pelos menos quatro horas. * peixes que estejam em boa saúde e bem alimentados, pois assim a fêmea se mostrará cheia de óvulos. Normalmente os machos adultos se mostram bem maiores que as fêmeas da mesma idade, possuem às vezes a formação de um pequeno galo na testa, e são mais coloridos em algumas variedades. As fêmeas são normalmente mais gordas por causa dos óvulos, possuem o ovopositor( tubulo por onde sai os óvulos) mais proeminete, mais grosso e comprido. O macho possui orificio mais fino e bicudo. Mesmo com essas dicas, não estamos livres de algum erro de identificação, já que o acará-bandeira não possui grandes diferenças sexuais como por exemplo, o lebiste na qual os machos possuem gonopódio e as fêmeas não. Para se ter a certeza basta conferir o acasalamento de dois exemplares: observar quem está colocando os óvulos e quem está aparentemente fertilizando. Neste ponto já é identificado uma fêmea e a confirmação do outro exemplar de ser um macho está no nascimento dos alevinos que ocorre em seguida.
Alimentação
O Acará-bandeira, por ser omnívoro aceita qualquer tipo de alimento, seja ele seco ou vivo. Ele pode ser condicionado a um determinado tipo de alimento , porém o mais indicado é que haja uma boa variabilidade em sua dieta. Ele aceita de tudo: alimento industrializado em flocos, alimentos congelados como artemia, bloodworms, e patê de coração de boi com espinafre, cenoura e vitaminas, tubifex desidratado, alimentos vivos como artemias, tubifex, daphineas, larva de mosquito, bloodworms, e outros. Uma boa dieta com uma alimentação em flocos pela manhã e outra a base de alimento vivo ao entardecer é o suficiente para uma boa manutenção de seus bandeiras adultos. Para os bandeiras jovens de três a quatro meses é aconselhável mais que duas porções de alimento por dia. Eles estão numa fase de crescimento e necessitam de grandes quantidade de proteínas, fibras e vitaminas para atingir um bom tamanho de corpo, nadadeiras firmes e boa coloração. A alimentação dos filhotes recém-nascido será abordado mais adiante no item reprodução. A porção de alimento deve ser dada para que seus peixes a comam em no mínimo 10 minutos. O excesso de alimento deve ser sifonado após duas horas, para que não apodreça e polua a água do seu aquário. É melhor sempre alimentar seus peixes com pequenas porções várias vezes por dia, do que grandes porções uma ou duas vezes por dia. Hoje em dia 2003, temos a disposição uma variedade de alimentação industrializada que supera qualquer alimento vivo disponível. Elas podem variar deacordo com o tipo sendo a base de crustáceos, vegetais, com alto ou baixo teor de proteína, com omega 3, e assim por diante. Hoje posso com certeza recomendar que os nossos peixes sejam alimentado somente com ração, como fazemos com os nossos cães e gatos orientados pelos nossos veterinários.
Reprodução
O acará bandeira é um dos peixes ovíparos de água doce de mais fácil reprodução em aquário. Necessitam de algumas condições básicas para o sucesso.
Reprodução – as matrizes – um bom aquário, matrizes bem alimentadas, boa temperatura e qualidade de água. Para iniciar a reprodução é preciso conseguir um bom casal. Algumas lojas de aquário vendem casais formados, e este pode ser um bom começo. Outra forma boa também é o de selecionar uma dúzia de pequenos bandeirinhas, que num período de 6 meses, e bons cuidados possuem grande possibilidade de formar um belíssimo casal. Os bandeiras podem ser adquiridos numa boa loja de sua confiança. Os bandeirinhas a serem escolhidos devem estar bem abertos, e nunca com as nadadeiras fechadas que indicam a presença de oodinium, praga muito comum, perigosa e contagiosa. Devem sempre apresentar bom apetite e boa coloração.
Reprodução – o aquário – Para favorecer a formação do casal o aquário deve ser o maior possível. Para doze bandeiras um aquário de 200 litros é o suficiente. Ele deve possuir uma boa filtragem externa da água, iluminação, temperatura 28-29 ºC e pH 6.8 da água, deve possuir pedras, troncos ou plantas de folha larga onde os bandeiras gostam de desovar. Eles normalmente preferem objetos verticais como tubos e até a parede do vidro do aquário. Após vários anos de experiência com acará-bandeiras, conclui que se um casal está com vontade de acasalar e desovar, este pode ocorrer em qualquer lugar, seja ele na folha larga de uma planta, numa pedra, na parte de um tronco, no tubo do filtro biológico, no vidro do aquário, e até na mangueira de ar.
Reprodução – o acasalamento – Crescidos, os bandeiras, com 7-8 meses de idade, dependendo da sua alimentação estão aptos a acasalar. Neste momento é possível vermos algumas brigas por território, ou companheiro. Quando um casal se formar, este se empenharão em defender um pequeno canto do aquário para a desova. Neste momento é hora de se tomar uma decisão. Tirar o resto dos peixes, deixando o casal neste aquário, ou transferir o jovem casal para um aquário especialmente montado para eles. Uma vez sozinhos, eles escolherão o local da desova, que normalmente é um objeto vertical, e ficarão se preparando o para o ritual da desova. É possível vê-los limpando um local por uma manhã inteira. Usando a boca eles procuram retirar qualquer sujeira, algas ou microorganismos para fazer a postura. É possível avistar também o ovopositor da fêmea já bem protuberante, em sinal da vontade de desovar. Num dado momento a fêmea começa deslizar a “barriga”, encostando o ovopositor no local escolhido e deixando pequenas fileiras de óvulos. O macho logo desliza com o mesmo movimento fertilizando-os em seguida. Alguns destes movimentos inicias são falsos e a fêmea desliza sem deixar nenhum ovo, mas após algumas repetições as fileiras de ovos começam a aparecer até atingir um total de 200 a 300 ovos, que são fertilizados pelo macho. Casais maiores e mais velhos podem gerar posturas que variam de 800 a 1000 ovos de uma só vez. Este ritual pode levar até 2 horas. Terminando, eles começam a abanar os ovos com as nadadeiras peitorais, oxigenando-os e retirando alguns ovos que fungam. Tornando-se brancos aqueles que não tenham sido fecundado. Eles ficam protegendo e limpando os ovos até se dar a eclosão, tempo que pode demorar até 48 horas dependendo da temperatura da água. Alguns casais novos e inexperientes podem devorar seus ovos no final do dia, ou ao se apagar a luz para o dia seguinte, por temerem algum perigo. Isto pode ocorrer até a terceira desova, o que é normal.
Reprodução – o nascimento – No final de 48 horas é possível ver os pequenos ovos embrionados, e apartir desta hora eles começam e eclodir. Uma pequena cauda rompe a membrana e logo forma-se um emaranhado de “rabinhos” grudados e tremendo como que se quisessem nadar. O zelo dos pais pelos alevinos continua até mais ou menos o 7º dia, quando eles começam a ensaiar as pequenas “aventuras” pelo aquário. Os pais tratam logo de manter a prole unida num “bolo” de alevinos em algum canto do aquário, protegendo às vezes com certa agressividade. Os pais catam com a boca os pequenos alevinos que se separam do grupo e procuram mantê-los unidos. A pequena nuvem de alevinos rodeados pelo casal formam no aquário uma cena fantástica, premiando o aquarista com uma satisfação enorme, resultado de tanto cuidado, paciência e dedicação. A maioria dos criadores profissionais separam os ovos logo que os machos terminam de fertilizar e fazem a eclosão artificialmente. No caso do aquarista recomendo deixar que os pais cuidem dos filhotes. Isto porque acho o passeio dos filhotes com os pais um dos espetaculos mais lindos do aquarismo e porque caso você não seja um criador profissional e não tenha espaço para tantos peixes, caso os ovos sejam retirados o casal poderá logo se preparar para outra postura.
Reprodução – alimento dos alevinos -Nesta hora é preciso começar a alimentar os pequeninos alevinos. Eles podem ser alimentados com microvermes, ração líquida para ovíparos, gema de ovo em pó, mas o mais indicado que tem melhores resultado é os náuplios recém-nascidos de artêmia salina. Os cisto(ovos) de artêmia são encontrados nas principais lojas de aquário, são então colocados em água salgada com aeração para sua eclosão e após esta, coados numa peneira e colocados para o alevinos. A primeira vista, pode parecer uma fonte alimentar um pouco complicada para o aquarista, porém com uma pequena orientação do lojista, ela se torna simples e mais adequada à prole de ovíparos. Os náuplios de artemia salina são usados pela maioria dos grandes criadores do mundo inteiro, pois promovem um crescimento espetacular aos filhotes, fazendo-os dobrar de tamanho a cada semana. Nas primeiras semanas é preciso alimentá-los no mínimo três vezes ao dia, sem no entanto deixar sobrar comida no aquário. Isto pode ser perigoso, pois o excesso de alimento pode apodrecer a água e elevar a taxa de amônia, causando a morte dos pequenos filhotes. O alimento deve ser dado aos poucos e com uma lupa pode se observar a pequena barriga redonda com uma cor alaranjada, dada pela ingestão das artêmia. O excesso de alimento deve ser sifonado ao fim de 30 minutos com uma pequena mangueira de ar.
Reprodução – a separação – Os pequenos filhotes crescem rapidamente e se forem bem alimentados, ao final de 30 dias já se parecem com os pais com mais ou menos 1,5 cm de diâmetro de corpo. Formam um belo cardume de “estrelinhas”, e podem ser transferidos com segurança para um outro aquário, deixando os pais novamente livres para uma nova desova. A mudança dos filhotes para um outro aquário deve ser feita com um certo cuidado: transfira pelo menos 50% da água do aquário do casal na qual eles estavam, para o novo aquário, para diminuir o choque da mudança e para auxiliar na formação da biologia deste aquário. Os outros 50% devem ser completados com uma água sem cloro, um pH neutro e de preferência com a mesma temperatura. Apartir daí, devem ser feitas trocas parciais semanalmente afim de manter o bom crescimento dos filhotes e manter a boa higiene do aquário. No fim do primeiro mês, com os filhotes já maiores, podemos iniciar a introduzir outros tipos de alimentação a base de flocos industrializados de alta qualidade. Estes alimentos secos devem possuir no mínimo 40% de proteínas em sua composição para a promoção de um bom crescimento, nesta fase muito importante dos pequenos bandeiras que vai até os 4 meses de idade. Outro fator importante é o número de filhotes por aquário. A super população causa um abaixamento rápido do pH causado pelas excreção dos peixes, portanto uma maior freqüência na troca de água deve ajudar a manter uma água limpa e saudável. Devemos manter a proporção de no mínimo 1 litro de água para cada peixe pequeno. Portanto se a ninhada for grande é preciso que ela seja dividida em vários outros aquários para não superlotarmos o mesmo, causando um atraso no crescimento dos filhotes e o aparecimento de alguma doença provocado pela baixa qualidade da água. A reprodução dos bandeiras é incrível mas só deve ser tentada por aquaristas que possuam mais espaço e disponibilidade de aquários grandes, pois do contrário, poderá ocorrer uma super população e como conseqüência uma grande quantidade de bandeirinhas com nadadeiras atrofiadas e corpo encruado.