quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Paracyprichromis nigripinnis

Paracyprichromis nigripinnis
 Paracyprichromis nigripinnis


Biótopo:
Lago Tanganyika - Meia Água
Distribuição Geográfica / População:
Encontra-se na maior parte do lago, embora os locais de colecta mais habituais são a baía de Chituta na Zâmbia, Kigoma e Msambu na Tanzânia.
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Alimentação:
É um microdepredador, no lago alimenta-se de zooplâncton. No aquário deveremos dar-lhes uma alimentação à base de proteínas e uma ou duas vezes por semana pode-se lhes fornecer alimento de vegetal, uma vez que no lago sempre comem algumas algas. Para intensificar as cores deve-se dar alimento vivo, artémia e pequenos camarões.
Dimorfismo Sexual:
Os machos tem uma cor alaranjada brilhante com umas finas linhas azul eléctrico, a barbatana caudal acaba em lira. Todas as barbatanas têm um recorte azulado. Já as fêmeas não têm a intensidade da coloração dos machos.
Tamanho Máximo:
Os machos medem cerca de 12 cm e as fêmeas 8cm.
Comportamento:
É um peixe muito activo, é um peixe que vive mais junto às zonas rochosas do que os cyprichromis que são de águas abertas. É uma espécie muito pacífica, em comparação com outros cilcideos. Deve-se ter um mínimo de 8 peixes.
Reprodução:
A sua reprodução é muito complicada, o melhor é começar com um grupo de 8 exemplares juvenis, e uma vez chegados a adultos com uma água sem nitritos, sem nitratos e com parâmetros estáveis, não tardarão a existir reproduções.

São incubadores bucais maternais, as posturas realizam-se numa rocha plana, os ovos são fertilizados fora da boca, chegam a incubar entre 10 a 25 ovos. Sucede algumas vezes que a incubação é interrompida por volta do 3º a 5º dias, neste casos devem a fêmeas muito jovens.

Segundo a temperatura do aquário so alevins nascem por volta dos 24 a 28 dias.

Se quiser retirar os alevins, será melhor colocá-los num aquário maternidade com a água sempre muito limpa e com o parâmetros estáveis, os seus primeiros dias deverá alimentá-los com artémia recém-eclodida 5 a 6 vezes ao dia, sendo o ideal enriquecer essa artémia com proteínas.

A partir dos 7/10 dias segundo o tamanho que tenham os nossos alevins, podemos-lhes ir dando artémia normal, alternando com spirulina e comida moída de boa qualidade.
Tamanho mínimo do aquário:
200 litros
Outras Informações:
Também conhecidos como Paratilapia nigripinnis, Limnochromis nigripinnis. Esta espécie primeiro foi descrita por Boulenger como Paratilapia nigripinnis em 1908. Os Paracyprichromis nigripinnis chegaram a ser um género válido em 1991.
Autor:
Nuno Correia
Última Actualização:
2010-11-13
Referências Bibliográficas:
Konings, A. (2005). Back to Nature Guide to Tanganyika Cichlids. 2nd Edition, Cichlid Press. El Paso.http://www.ciclideos.com/paracyprichromis-nigripinnis-f48.html

Paracyprichromis brieni

Paracyprichromis brieni  , Kitumba
 Paracyprichromis brieni , Kitumba


Biótopo:
Lago Tanganyika - Meia Água
Distribuição Geográfica / População:
Espécie presente em todo o Lago, apresentando variações de índole geográfica muito significativas. A população (possível espécie) descrita nesta ficha tem origem em Kitumba no Zaire. Existem no entanto outras populações bastante difundidas na aquariofilia
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Alimentação:
Alimentam-se no seu habitat natural de plâncton. No aquário podem ser alimentados com granulados de qualidade de pequena dimensão e/ou comida congelada.
Dimorfismo Sexual:
Esta espécie apresenta um dimorfismo sexual bem evidente; os machos são maiores e apresentam uma coloração acastanhada com as barbatanas com rebordos azuis. São também visíveis nos machos umas ténues linhas azuis nas faces e ao longo dos flancos; A barbatana caudal apresenta no seu interior uma mancha escurecida com forma triangular. As fêmeas são mais pequenas, apresentam uma coloração acinzentada, tendo como principal característica a sua barbatana dorsal que apresenta duas bandas negras divididas por uma banda branca.
Tamanho Máximo:
Machos – 9cm
Fêmeas – 7cm
Comportamento:
Espécie com um comportamento tímido e calmo que pode e deve ser mantido em cardume. Apesar de ser muito frequente ver os machos a nadar com as barbatanas completamente abertas com ar ameaçador, raramente é verificada alguma agressão de facto. Esta espécie mantém-se fiel a um habitat rochoso, sendo muito comum encontrá-los a nadar na vertical com a cabeça para baixo e com o ventre encostado a superfícies planas de rochas; é também desta forma que grande parte dos indivíduos desta espécie se coloca para passar a noite. É por isso importante dispor no aquário umas quantas lajes lisas na vertical, no sentido de proporcionar as melhores condições para a manutenção desta espécie. Ao contrário dos seus “primos” Paracyprichromis nigripinnis, os machos desta espécie apesar de não se afastarem das rochas, tendem a defender um território na coluna de água. Ao nível inter-específico, os Paracyprichromis brieni sp.”velifer” dado serem ciclídeos tímidos e muito sensíveis (em especial as fêmeas) não causam qualquer problema às demais espécies com quem partilhem o aquário; pelo contrário, devemos considerar outras espécies calmas para coabitarem com os “velifer” no sentido destes não entrarem em estado de stress e nos apresentarem o seu verdadeiro comportamento.
Reprodução:
É uma espécie poligâmica e incubadora bocal maternal. Os machos tendem a encorajar as fêmeas para desovarem por meio de uma “dança” com o corpo arqueado e barbatanas esticadas, podendo surgir pontualmente alguma agressividade; quando uma fêmea se apresenta pronta para a desova as danças e as cores dos machos intensificam-se no sentido de “seduzirem” as fêmeas em questão. A desova propriamente dita dá-se próxima do substrato; a fêmea irá colocar-se de cabeça para baixo libertando os ovos, que serão recolhidos quando estes lhe passarem pela cabeça; paralelamente o macho colocar-se-á numa posição superior ou lateral libertando continuamente o seu esperma de encontro aos ovos em movimento. Com isto, os ovos são fertilizados antes de a fêmea os recolher e iniciar a sua incubação, que durará cerca de 3 semanas. Após este período irão ser libertados cerca de 15 alevins, apresentando todos eles uma coloração de fêmea com a sua característica barbatana dorsal. Após os alevins serem largados não existirão quaisquer cuidados parentais, pelo que devem ser retirados para um aquário maternidade caso se pretenda fazê-los crescer.
Tamanho mínimo do aquário:
Para um pequeno grupo de 2 machos e 4 fêmeas, garantir um aquário com um mínimo de 100cm de frente e 150l de capacidade.
Outras Informações:
É natural que esta ficha tenha que vir a ser alterada dentro de algum tempo, visto ser credível que esta variante “Velifer” venha a ser classificada como uma espécie à parte dos P. brieni. Esta designação começou a ser utilizada comercialmente nos anos 80, sendo nessa altura os machos conhecidos por “Triangulum” e as fêmeas por “Velifer”. O que é certo é que esta variante originária de Kitumba no Zaire, apresenta algumas diferenças comportamentais em relação às demais populações de P. brieni, sendo por isso natural que venhamos a ter novidades em breve.
Autor:
César da Silva
Última Actualização:
2011-08-21
Referências Bibliográficas:
Konings, A. (2005). Back to Nature Guide to Tanganyika Cichlids. 2nd Edition, Cichlid Press. El Paso.http://www.ciclideos.com/paracyprichromis-brieni-f184.html

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Petrochromis famula

Petrochromis famula  , Tembwe
 Petrochromis famula , Tembwe


Biótopo:
Lago Tanganyika - Tropheus e Petrochromis
Distribuição Geográfica / População:
Apenas pode ser encontrada na parte norte do lago, geralmente em águas rasas sobre fundos rochosos.
Características da água:
Água do lago
- pH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- pH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 27ºC
Alimentação:
No seu habitat natural a dieta dos Petrochromis famula é composta por 99% de alimentos de origem vegetal (principalmente algas) e 1% de origem animal como pequenos crustáceos. Caso o peixe não receba uma dieta baseada em alimentos de origem vegetal terá problemas de origem gastrointestinal, devido ao comprimento do seu intestino ser maior que o da maioria dos peixes, podendo levar o peixe à morte.
Dimorfismo Sexual:
O macho é mais colorido que a fêmea, o macho desenvolve também as pontas das barbatanas, dorsal, anal e pélvica. No corpo tem uns tons amarelados, com riscas verticais azuladas. Na barbatana dorsal, apresenta no topo da mesma, uma risca preta, com um picotado azul, e uma cor amarela.
Tamanho Máximo:
Atingem por volta dos 15cm
Comportamento:
Todos os Petrochromis são considerados muito agressivos, porem os Petrochromis famula são uma das espécies menos agressivas. Devesse manter em aquários superiores a 150cm de comprimento. Os machos exercem uma pressão sobre as fêmeas, podendo até mesmo leva-las à morte, por isso aconselha-se a que haja um bom cardume de fêmeas e alguns esconderijos, também são territoriais e agressivo para com qualquer intruso no seu território.
Reprodução:
Geralmente, os indivíduos atingem a maturidade sexual após um ano de vida.
Esta espécie é incubadora bucal.
A corte inicia-se com o macho a mostrar-se a uma fêmea que “acidentalmente” passa pelo seu território. Quando a fêmea está receptiva, esta mostra-se também ao macho, levando o macho a um frenesim, no qual se sacode (meio dobrado) encaminhando a fêmea para o local onde ocorrerá a desova. Em seguida, começam a nadar em círculos, com o macho a incitar a fêmea a colocar os ovos tocando no seu abdómen com a cabeça. Posteriormente, a fêmea coloca os ovos, abocanhando-os logo de seguida e recolhendo, também o esperma do macho, fazendo uma ligeira pressão sobre o abdómen do mesmo. Nas, aproximadamente, 6 semanas que se seguem a fêmea vai guardar as crias na boca até que estas estejam prontas para sair.
As fêmeas possuem, ainda, a particularidade de alimentar as suas crias durante o período de incubação, passando, elas próprias, fome. Poucas espécies de peixes apresentam este investimento em cuidados parentais, que é relativamente comum noutros vertebrados (aves, mamíferos). Esta característica torna-os, ainda, mais cativantes de reproduzir.
As proles são, geralmente, pequenas em número, mas as crias nascem com um tamanho bastante considerável, fruto do elevado investimento dos progenitores em cuidados parentais (particularmente da fêmea).
Tamanho mínimo do aquário:
Minímo 150cm de comprimento
Outras Informações:
A colocação de pedras pequenas no meio das maiores é importante quando se pretende fazer criação dos animais junto dos progenitores pois permite que as crias se escondam dos adultos sempre que se sentem ameaçadas. http://www.ciclideos.com/petrochromis-famula-f300.html

Simochromis diagramma

Simochromis diagramma  , Isanga
 Simochromis diagramma , Isanga


Biótopo:
Lago Tanganyika - Tropheus e Petrochromis
Distribuição Geográfica / População:
Distribui-se ao longo de todo o lago.
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Alimentação:
No seu habitat natural a dieta dos Simochromis Diagramma é composta por 99% de alimentos de origem vegetal (principalmente algas) e 1% de origem animal como pequenos crustáceos. Caso o peixe não receba uma dieta baseada em alimentos de origem vegetal terá problemas de origem gastrointestinal, devido ao comprimento do seu intestino ser maior que o da maioria dos peixes, podendo levar o peixe à morte.
Dimorfismo Sexual:
O macho é muito mais colorido que a fêmea, apresentando em adulto um uma mancha roxa a dar para o negro na cabeça. No corpo tem uns tons amarelados, com riscas verticais azuladas. Na barbatana dorsal, apresenta no topo da mesma, uma risca vermelha, com um picotado preto.
Tamanho Máximo:
Os machos em adultos podem chegar aos 14 cm e as fêmeas ficam-se pelos 12 cm.
Comportamento:
Esta espécie é por norma muito agressiva entre eles. Devesse manter em aquários superiores a 150cm de comportamento. Nunca se deve manter mais que dois machos adultos por aquário porque senão vão ocorrer mortes, os machos exercem uma pressão tremenda sobre as fêmeas, podendo até mesmo leva-las á morte, por isso aconselha-se a que aja um bom cardume de fêmeas e alguns esconderijos, também são bastante territoriais e agressivo para com qualquer intruso no seu território
Reprodução:
A reprodução dos Simochromis é feita de igual maneira á dos ciclídeos incubadores bocais. O macho corteja a fêmea incitando-a a segui-lo para a área de reprodução, normalmente uma pedra mais ou menos plana, na ausência destas faz um um ninho na areia.
Tamanho mínimo do aquário:
150cm de comprimento
http://www.ciclideos.com/simochromis-diagramma-f214.html

Tropheus sp. "red"

Tropheus sp  red , Moliro
 Tropheus sp. "red" , Moliro


Biótopo:
Lago Tanganyika - Tropheus e Petrochromis
Distribuição Geográfica / População:
Populações mais representativas da espécie: Kachese; Kipimbi; Lupota e Moliro.
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Alimentação:
No seu habitat natural alimentam-se predominantemente de algas e de micro organismos encontrados entre elas, em aquário devemos proporcionar-lhe um regime alimentar baseado em spirulina, ou granulado com alto teor vegetal. Deverá ser de todo evitado o tubifex, larvas de mosquito e artémia. Defendo até que estando os tropheus habituados a uma boa ração nunca dar comida congelada.
Dimorfismo Sexual:
Os machos e fêmeas são fisicamente muito idênticos e só podem ser correctamente sexados por examinação da zona genital.
Tamanho Máximo:
em adulto cerca de 13 cm
Comportamento:
Os tropheus são muito agressivos e territoriais, de modo a distribuir um pouco a sua agressividade deve-se manter em colónias, no mínimo de 6 indivíduos. Podem e devem conviver com outras espécies do lago tanganiyka de preferência com o mesmo regime alimentar.
Reprodução:
Para a reprodução dos tropheus o ideal é ter várias fêmeas para cada macho, porque conforme a decoração e tamanho do aquário existirão um ou mais territórios dos machos. Depois de fertilizados os ovos a incubação bucal demora cerca de 3 a 4 semanas. As fêmeas incubam em média 6/10 ovos ou mais dependendo do tamanho da fêmea, passado o período de incubação a fêmea solta os alevins num local seguro de forma a eles poderem-se alimentar, picando pequenas algas. Se optar-se por colocá-los num aquário maternidade, a manutenção consiste numa mudança semanal de cerca de 20 a 30% da aguam a reposição deverá ser água proveniente do aquário maior de forma a serem mantidos os mesmos parâmetros de água.
Tamanho mínimo do aquário:
Para desfrutar ao máximo desta espécie o ideal seria um aquário com mais de 300 litros, a decoração deverá ser à base de muita rocha, um substrato não muito grosso, de preferência areia e algumas plantas, no entanto estas serão atacadas pelos tropheus, uma vez que são vegetarianos.
Autor:
Nuno Correia
Última Actualização:
2011-01-14
Referências Bibliográficas:
Konings, A. (2005). Back to Nature Guide to Tanganyika Cichlids. 2nd Edition, Cichlid Press. El Paso.
http://www.ciclideos.com/tropheus-sp-red-f43.html

Tropheus sp. "black"

Tropheus sp  black , Kiriza
 Tropheus sp. "black" , Kiriza


Biótopo:
Lago Tanganyika - Tropheus e Petrochromis
Distribuição Geográfica / População:
Populações mais representativas da espécie: Kiriza; Pemba; Kaiser (Ikola).
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Temperatura: 22-28º (ideal 26)
Alimentação:
Os tropheus são vegetarianos pelo que a sua alimentação deve consistir maioritariamente de comidas
à base de spirulina ou comidas para peixes herbivoros.

Aceitam comida em flocos ou granulado, embora no caso de existirem peixes a incubar a comida em flocos
seja preferivel.

Há quem lhes forneça uma mistura de camarão com legumes mas pessoalmente quando o fiz noutra espécie
tive um episódio de bloat.
Dimorfismo Sexual:
Os machos e fêmeas são muito identicos e só podem ser correctamente sexados por examinação directa dos
genitais.

Existem formas visuais de sexagem mas são muito imprecisas.
Tamanho Máximo:
10 a 12cm
Comportamento:
Os tropheus do complexo sp black são por norma algo agressivos entre eles, mas pacificos com os restantes
companheiros não tropheus.

A agressividade aumenta em aquário pequenos, com racios m/f desproporcionados, colónias pequenas ou
presença de machos hiper dominantes.

No caso particular dos sp black a agressividade é mais visual, i.e. verificam-se mais corridas pelo
aquário e menos barbatanas desfeitas ou peixes encostados ao topo do aquário.
Reprodução:
A reprodução de tropheus é feita ao estilo clássico dos ciclideos incubadores bocais. O macho corteja
a fêmea incitando-a (por vezes com agressividade) a segui-lo para a área de reprodução, normalmente uma
pedra mais ou menos plana.

Chegando a essa zona o casal começa a nadar em circulo, com a fêmea a colocar ovos, virando-se de seguida
para os meter na boca e posteriormente indo recolher o esperma do macho.

O acasalamento pode ser efectuado em vários periodos, sendo que normalmente o macho pode interromper
para ir afugentar algum intruso.

É por este motivo importante que exista uma área recolhida onde este processo possa ocorrer sem grandes
interrupções.

Depois de fertilizados a fêmea incuba os ovos por 3 a 4 semanas, protegendo-os ainda durante a primeira
semana de vida após a primeira libertação em aquário.

Os tropheus estão sexualmente aptos por volta do 1 ano de idade, altura em que se começam a observar os
primeiros comportamentos de acasalamento. Incubações com sucesso ocorrem por norma 3 a 4 meses depois.
Tamanho mínimo do aquário:
O tamanho minimo de aquário para um colónia de 10 exemplares ronda os 120cm de frente.
Outras Informações:
É um peixe susceptivel a bloat.

As causas dessa doença são ainda desconhecidas, mas pensa-se que stress, má qualidade da água e alimentação errada estejam na origem do problema.

São também conhecidos como: Tropheus pemba, Tropheus Orange I ou Tropheus Orange II
Autor:
Nuno Antunes e Nuno Paiva
Última Actualização:
2011-01-14
Referências Bibliográficas:
Konings, A. (2005). Back to Nature Guide to Tanganyika Cichlids. 2nd Edition, Cichlid Press. El Paso.
http://www.ciclideos.com/tropheus-sp-black-f41.html

Tropheus brichardi

Tropheus brichardi  , Ujiji
 Tropheus brichardi , Ujiji


Biótopo:
Lago Tanganyika - Tropheus e Petrochromis
Distribuição Geográfica / População:
Populações mais representativas da espécie: Kabimba; Canary Cheek; Kipili; Malagarasi; Mpimbwe; Namansi; Ujiji e Ulwile.
Características da água:
Água do lago
- PH: 8.8 a 9.3
- Condutividade: 550 µS/cm a 600 µS/cm
- Temperatura: 24ºC a 28ºC

Água do aquário
- PH: 8.0 a 9.0
- KH: 4 a 10 dKH
- GH: 10 a 15 dGH
- Temperatura: 24ºC a 26ºC
Alimentação:
Como qualquer peixe do genero Tropheus também os T.brichardi são vegetarianos pelo que a sua alimentação deve consistir maioritariamente de comidas à base de spirulina ou comidas para peixes herbívoros.

Aceitam comida em flocos ou granulado, embora no caso de existirem peixes a incubar a comida em flocos seja preferível.
Dimorfismo Sexual:
Os machos e fêmeas são muito idênticos e só podem ser correctamente sexados por examinação directa dos genitais (a chamada técnica de venting).
Normalmente os machos ficam maiores e dadas as guerras entre eles costumam ter os lábios mais esbranquiçados pois pegam-se normalmente boca com boca.
Tamanho Máximo:
12cm
Comportamento:
A sua agressividade é enorme e são, a par dos T.annectens, os Tropheus mais agressivos. Num aquário onde existam outras espécies de Tropheus (tipicamente T.moorii, T.duboisi, T.sp.Red ou T.sp.Black) os T.brichardi não terão dificuldades em dominar o aquário e dificilmente alguma das outras espécies terá hipóteses de criar. Posto isto é aconselhado a manter um aquário sem outros Tropheus caso a opção recaia sobre os T.brichardi.
Reprodução:
Tal como qualquer Tropheus ou incubador bucal no geral a reprodução dá-se com a dança em T. Os peixes nadam em circulo e a fêmea a cada volta deposita alguns ovos que o macho fertiliza lançando sémen por cima destes. Em seguida na próxima volta a fêmea recolhe os ovos. Após algumas voltas o processo termina e ao fim de 21 dias os pequenos Tropheus estão prontos para serem libertados pela mãe.
Tamanho mínimo do aquário:
O tamanho mínimo de aquário para um colónia de 10 exemplares ronda os 150cm de frente no caso destes T.brichardi.
Outras Informações:
Dado o carácter herbívoro da espécie o cuidado com a alimentação deve ser grande para evitar possíveis futuros casos de bloat.
Autor:
Nelson Oliveira
Última Actualização:
2014-06-09
Referências Bibliográficas:
Konings, A. (2005). Back to Nature Guide to Tanganyika Cichlids. 2nd Edition, Cichlid Press. El Paso.http://www.ciclideos.com/tropheus-brichardi-f83.html