sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Tomocichla asfraci

Tomocichla asfraci
 Tomocichla asfraci


Biótopo:
América Central - Tomocichla
Distribuição Geográfica / População:
Panamá, na bacia do Rio Guarumo, nos Rios Peje Bobo, Guabito e Guabo
Características da água:
Os Rios onde esta espécie é encontrada são de águas rápidas e ricas em oxigênio, pelo que o aquário deverá ter uma forte movimentação de água, com a temperatura a rondar os 26-28 ºC, o Ph de 7,5-8 e o GH de 5-8.
Alimentação:
São omnívoros aceitando todo o tipo de comida. Em cativeiro podem ser alimentados com granulados, alimentos vivos, congelados e verduras, embora se devam evitar alimentos com altas concentrações de proteína. Quanto mais variada a sua alimentação mais intensa será a sua coloração.
Dimorfismo Sexual:
São difíceis de distinguir quando são jovens, mas à medida que crescem, os machos ficam mais robustos. Já as fêmeas ficam mais arredondadas e têm uma coloração mais escura na barbatana dorsal.
Tamanho Máximo:
Normalmente os machos rondam os 30 cm's enquanto as fêmeas ficam pelos 25 cm's.
Comportamento:
São muito sociáveis. Como é natural, quando estão em reprodução são mais agressivos.
Reprodução:
A reprodução não é muito difícil após o casal emparelhar.
Os ovos são depositados e fertilizados numa superfície limpa e lisa. Os alevins nascem entre dois a três dias e devem ser separados dos progenitores antes destes fazerem nova postura.
Os alevins podem ser alimentados com artémia recém eclodida ou granulado em pó.
Tamanho mínimo do aquário:
Será necessário um aquário com pelos menos 1,80 cm's de frente, já que necessitam de espaço aberto para nadarem e também de abrigos para se poderem refugiar.
Outras Informações:
Trata-se duma espécie relativamente nova no hobbie, muito sensível, não sendo aconselhada a iniciantes. No entanto, é uma espécie lindíssima e com uma coloração única.

Apesar de apenas ter sido descrita em 2001, já havia sido descoberta por Patrick de Rham e Jean Claude Nourissat, em 1993, tenho ficado conhecida nessa altura como Chuco sp. “Guabo”.

O nome da espécie resulta da seguinte montagem: (AS)sociação (FRA)nce (CI)chlid.
Autor:
Patrícia Maldonado
http://www.ciclideos.com/tomocichla-asfraci-f244.html

Parachromis friedrichsthalii

Parachromis friedrichsthalii
 Parachromis friedrichsthalii


Biótopo:
América Central - Parachromis
Distribuição Geográfica / População:
Espécie amplamente distribuída pela vertente atlântica da América Central, com populações nativas no México, Guatemala, Belize e Honduras, nas Bacias dos Rios Usumacinta, Coatzacoalcos, Sarstoon, Bascam, Danto, nos Lagos Peten e Cahabon, entre outros
Características da água:
É tolerante e resistente a diferentes químicas da água, dando-se bem com valores de pH neutros, que podem variar entre 6,8 e 8. Quanto à dureza, tolera uma variação ainda maior, com o dH entre os 6º a 18º. A temperatura poderá rondar entre os 24 ° e 28.
Requer um sistema de filtragem potente e eficiente, em conjunto com mudanças semanais de água, na ordem dos 40% do volume do aquário.

Alimentação:
Trata-se de uma espécie predadora que no seu habitat se alimenta principalmente de pequenos peixes e invertebrados. Em aquário, requer uma alimentação rica em proteínas, apesar dos alimentos de base vegetal também serem recomendáveis, para que não engorde em demasia. Aceita prontamente a maioria dos alimentos oferecidos, desde granulados, flocos, pequenos peixes, insectos ou camarões, sendo importante variar ao máximo a sua dieta. Na Natureza, tem sido observado um método de caça interessante, no qual finge estar morto ou doente à espera da aproximação das presas, para as emboscar.
É uma espécie que pode aprender facilmente a vir comer à nossa mão.

Dimorfismo Sexual:
Os machos são maiores e mais robustos, têm as barbatanas dorsal e anal mais alongadas e têm na face coberta de pontos. Por sua vez, as fêmeas têm uma coloração mais viva, as barras verticais negras são mais carregadas e têm a forma do corpo mais arredondada. Estas diferenças começam a ser mais visíveis quando atingem o tamanho dos 8-10 cm.
Tamanho Máximo:
Os machos podem chegar aos 30 cm e as fêmeas aos 25 cm.
Comportamento:
Em condições normais tem um temperamento pacífico e sociável. No entanto, é territorial e pode defender o seu espaço. Quando vêm as posturas, os índices de agressividade sobem, mas sem grande alarme quando o aquário tem o espaço adequado. Na Natureza é encontrada em águas rasas e pouco movimentadas. No aquário, anda principalmente pela zona do fundo e sempre junto do seu território. Como a grande maioria dos ciclideos, é incompatível intra-espécie (e género também) e as espécies mais recomendadas a coabitarem no mesmo aquário, são aquelas que preferem andar pela coluna de água, como é o caso das Viejas, Pearseis, etc..
Reprodução:
Não são difíceis de reproduzir, desde que se consiga formar um casal e lhes sejam oferecidas condições para tal. O casal, uns dias antes da postura, começa por escolher e reivindicar um local seguro, normalmente uma gruta ou recanto mais escondido. A fêmea deposita cerca de 500 ovos numa superfície lisa, que são fertilizados pelo macho e cuidadosamente guardados por ambos. O cuidado parental é excelente e após a eclosão dos ovos em 2-3 dias, as larvas são movidas para outro local, habitualmente uma cova na areia feita para o efeito. Passada uma semana, os pequenos alevins começam a nadar.
Os alevins podem e devem ser criados em separado. No entanto, recomenda-se precaução, para não se interromper o ciclo reprodutivo do casal. Pois o macho pode voltar a querer acasalar com a fêmea antes dela se sentir preparada, colocando-a em risco de agressão ou mesmo morte com as insistências. Um casal bem formado pode gerar a cada 4-5 semanas, sendo este o período de tempo aconselhável de descanso que se deve dar à fêmea. Se o casal estiver sozinho no aquário, os pequenos só devem ser retirados após este período de tempo. Num comunitário, torna-se muito mais complicado e raramente possível sem que hajam danos colaterais para os restantes habitantes.
Tamanho mínimo do aquário:
Recomenda-se um aquário com pelo menos 150 cm de frente para um casal adulto. Se for um pouco maior podem-se adicionar outras espécies de porte idêntico. Na decoração, devem ser criados limites territoriais, com pedras ou troncos e abrigos para se sentirem seguros. Deve ser usada areia relativamente fina, porque gostam de cavar, principalmente nas desovas.
O aquário poderá ter plantas, as flutuantes serão muito apreciadas, porque lhes proporcionam zonas de sombra e as restantes devem ser bem presas a pedras ou troncos, para evitar o seu desenraizamento.
Outras Informações:
Esta espécie é muitas vezes apelidada por diferentes abreviaturas como Friedy, Fredie, Freddy, Friedi, etc. É um pouco ao gosto de cada um. De facto, o seu nome friedrichsthalii é difícil de escrever e pronunciar. Foi atribuído em homenagem a um explorador austríaco Von Friedrichsthal. Também é muito conhecida por Yellow jacket cichlid.
Pertence a um grupo de espécies denominado com o termo espanhol de “Guapotes” que significa "boa aparência". Penso que não seja difícil perceber porquê. A sua elegância e coloração salta à vista em qualquer aquário com ciclideos central americanos.
Há uma ideia errada de que as espécies predadoras são muito agressivas e que não podem coabitar em harmonia com outras espécies. Os seus hábitos alimentares não os fazem ser mais agressivos, nem pelo contrário, os herbívoros são os mais pacíficos. Qualquer espécie mais pequena e desprotegida que seja colocada num aquário com central americanos, será rapidamente predada, estejam lá carnívoros, omnívoros ou herbívoros.
Se lhe proporcionar-mos as condições adequadas, é uma espécie muito gratificante e relativamente fácil de manter, que garantidamente irá trazer uma nova luz ao seu aquário.
http://www.ciclideos.com/parachromis-friedrichsthalii-f257.html

Amphilophus lyonsi

Amphilophus lyonsi
 Amphilophus lyonsi


Biótopo:
América Central - Amphilophus
Distribuição Geográfica / População:
Espécie de distribuição bastante reduzida, encontrando-se apenas na vertente Pacifica da América Central nos Rios Coto (Costa Rica) e Dupi (Panamá).
Características da água:
A temperatura deve rondar entre os 26ºC e os 29ºC, com valores de pH entre os 7,0 a 7,8 e de dH nos 8 a 12.
Alimentação:
Apesar de ser considerada uma espécie omnívora, tem fortes tendências predatórias, devendo ser vista como uma espécie de predação generalizada, que na natureza se alimenta de todos os pequenos seres aquáticos que encontre, desde crustáceos, insectos, a pequenos peixes. Em aquário devem ter uma alimentação forte em proteína, mas conjugada com algum teor vegetal de forma a evitar que engorde. E extremamente importante para poder usufruir de toda a coloração desta espécie, uma alimentação variada desde granulados, comida congelada, liofilizada, ou mesmo viva.
Dimorfismo Sexual:
Só é distinguível quando atingem a idade adulta, onde os machos além de ficarem muito mais corpulentos que as fêmeas, possuem as barbatanas dorsal e anal mais alongadas.
Tamanho Máximo:
25 cm os machos e 20 cm as fêmeas
Comportamento:
É considerada a espécie mais pacífica do género Amphilophus, nadando por toda a coluna de água, literalmente patrulhando o aquário. Este comportamento deve-se aos seus hábitos alimentares na natureza, pois ao alimentar-se de uma enorme variedade de seres aquáticos pode tão facilmente vê-lo a rebuscar o areão, como a superfície. Não deve ser mantido com ciclídeos muito agressivos, pois é uma espécie que sentindo-se constantemente em situações de stress, não demonstra as suas fantásticas cores.
Reprodução:
O ideal é adquirir um grupo de 5 ou 6 juvenis e esperar o emparelhamento, o casal forma-se quando atingem os 12-13cm. Os ovos são colocados numa superfície lisa, sendo guardados por ambos os progenitores. A uma temperatura de 27 graus os ovos eclodem ao fim de 3 dias, sendo os alevins mudados para um buraco escavado na areia, ao fim de uma semana começam a natação livre. Nesta altura se a reprodução tiver acontecido num comunitário é aconselhável retirar os alevins de forma a evitar agressões dos progenitores para com os outros habitantes.
Tamanho mínimo do aquário:
Para manter um casal adulto, o tamanho mínimo recomendado é de 120cm de frente. Para um comunitário é necessário pelo menos com 150 cm.
Outras Informações:
É uma espécie de extrema beleza e raridade, esteve durante vários anos nas listas de espécies em perigo. Isto deveu-se principalmente a introdução de espécies invasoras no seu habitat natural, e ao facto desta espécie ser considerada perfeita para a produção de híbridos (flowerhorns), pois tem níveis de agressividade muito inferiores aos amphilophus trimaculatus. Esta procura dos lyonsi para hibridização fez com que a espécie no estado puro estivesse vários anos fora do hobbie.
Autor:
Bruno Peixoto
http://www.ciclideos.com/amphilophus-lyonsi-f258.html

Amphilophus labiatus

Amphilophus labiatus
 Amphilophus labiatus


Biótopo:
América Central - Amphilophus
Distribuição Geográfica / População:
Concentra-se nos grandes lagos da Nicarágua, que representam as populações de origem, contendo as maiores, mais antigas e estáveis populações. Ainda há muito o que se investigar sobre a diversidade e estrutura genética de suas populações.
Características da água:
pH: 7.0 - 8.0;
Dureza: Média/Dura;
Temperatura: 24° C - 30° C
Alimentação:
Na Natureza alimenta-se de pequenos peixes, moluscos, larvas de insetos, vermes e outros organismos que vivem no fundo dos lagos. Em aquário aceitam praticamente todo o tipo de alimento desde granulados especificos para ciclídeos, rações ou mesmo alimentos vivos.
Dimorfismo Sexual:
Empiricamente relata-se que os machos apresentam as barbatanas dorsal e anal mais desenvolvidas e que têm um calo nupcial proeminente. No entanto, essas características são também observadas em fêmeas dominantes. O passo mais seguro para o dimorfismo é o chamado "venting", onde a papila genital do macho apresenta-se mais fina, longa e pontiaguda, como um "V", enquanto a da fêmea é larga, curta e arredondada na ponta, como um "U".
Durante a postura pode-se observar com maior nitidez essas diferenças, já que o espermiducto do macho fica ligeiramente curvado para as nadadeiras pélvicas.



Tamanho Máximo:
24.0 cm
Comportamento:
De um nível de processamento mental incomum dentre os ciclídeos, torna-se-á um peixe sem igual. Extremamente agressivo e territorialista.
Reprodução:
São ovíparos, as fêmeas cuidam da prole, enquanto os machos defendem o território.
Tamanho mínimo do aquário:
150 cm x 40 cm x 50 cm (300 litros) para um único exemplar. Para um comunitário com outras espécies centro-americanas robustas, territoriais e socialmente compatíveis, o aquário minimo recomendável é um de 600 litros.
Outras Informações:
É um ciclídeo muito confundido com o Amphilophus citrinellus (Midas), porém o A. labiatus como o próprio nome sugere, possui grandes lábios, com textura aparente a borracha. No entanto, em aquário não costumam desenvolver esses labios, embora a mais boca seja mais ponteaguda.
Ambas espécies são comumente hibridizadas no hobby, ao ponto de raramente se encontrarem em cativeiro espécimes selvagens. Devido aos cruzamentos realizados por tratadores, os percebemos em diversas cores, do branco até alguns com coloração mutante e padrões intermediários. A principal dificuldade em identificar corretamente estes peixes, resultou de seu notável polimorfismo, que conduziu, no contexto do material limitado, disponível para os pesquisadores iniciais, a uma certa confusão.

A coloração em espécimes selvagens é variável, vai do cinza para um verde acinzentado, dentre alguns espécimes de cor rosa, vermelha ou branca. A pigmentação negra também é comum. Alguns exemplares têm lábios bem maiores que outros, embora acredita-se que esta condição está ligada às preferências alimentares específicas de algumas populações nos lagos, uma vez que este traço desaparece em cativeiro.
http://www.ciclideos.com/amphilophus-labiatus-f267.html

Petenia splendida

Petenia splendida
 Petenia splendida


Biótopo:
América Central - Petenia
Distribuição Geográfica / População:
O nome “Petenia” deriva de lago Petén Itza, na Guatemala, onde foi colectada pela primeira vez, mas a sua área de distribuição estende-se desde o sul do México (Rio Papaloapan, Rio Usumacinta) a Belize (Rio Belize) até o norte da Guatemala.
Características da água:
Temperatura: 24 - 28°C
pH 6.5 – 7.5
dH: 10 - 20
Alimentação:
Espécie piscivora e com grande instinto predatório. Qualquer peixe que lhe caiba na boca torna-se alimento. Em aquário irá deliciar-se com peixes vivos, mas não apresenta resistência a alimentos congelados e secos, tem um apetite voraz, sendo importante fornecer uma alimentação rica em proteína.
Dimorfismo Sexual:
Os machos são maiores e as diferenças de tamanho começam a notar-se logo em jovens. Além disso, os machos apresentam uma coloração mais intensa, com mais reflexos e pontos negros espalhados no corpo e face. Apresenta também uma mandíbula mais proeminente.
Tamanho Máximo:
Em aquário o macho fica pelos 40 cm e a fêmea 30 cm. Na Natureza podem atingir 50 cm.
Comportamento:
Apesar do seu instinto predatório, trata-se de uma espécie com temperamento ameno e pouco territorial. Apresenta um corpo alongado, estreito e uma anatomia de boca original, com uma estrutura maxilar extensível, que lhe permite abrir e projectar a boca até ao ponto de poder sugar e engolir presas até metade do seu tamanho. Esta capacidade demonstra que está adaptada para a caça de emboscada, mas não para o combate, uma vez que essa estrutura maxilar da boca é frágil quando comparada com as fortes mandíbulas que caracterizam a maioria dos ciclídeos.
Acaba por evitar e afastar-se de qualquer confronto directo, sem no entanto, deixar de tentar engolir qualquer companheiro menor.
Reprodução:
Como a maioria dos ciclídeos central-americanos, reproduz-se em substrato aberto. O casal começa por um período de namoro, onde as danças aquáticas são frequentes e dignas de serem observadas. Os ovos adesivos são colocados numa superficie plana pela fêmea e fertelizados pelo macho. Dependendo do tamanho da fêmea, são depositados cerca de 500 ovos por postura. A eclosão demora cerca de 2- 3 dias e após mais 5 dias os alevins começam a nadar. Nesta fase devem ser removidos de forma a melhorar a taxa de sobrevivência, apesar da protecção dos progenitores. O crescimento dos alevins é rápido e o canibalismo é frequente quando ocorrem diferenças maiores de tamanho entre eles.
Tamanho mínimo do aquário:
É extremamente importante fornecer a esta espécie um grande aquário, no mínimo com 200x60 cm quadrados e com áreas para natação livre, devido ao seu tamanho e fisionomia.
Outras Informações:
É o único representante do género Petenia. Apresenta muitas semelhanças com as Sul Americanas Caquetaia (spectabile, kraussi e myersi). Aliás, estas quatro espécies já estiveram todas agrupadas no género Petenia, mas após algumas revisões taxonómicas, foi criado o género Caquetaia, em homenagem à província da Colômbia, Caquetá.

Existem duas variantes de cor conhecidas - a verde/prata e a vermelha - ambas são encontradas na natureza. A variante vermelha é mais rara na Natureza e mais popular no hobbie, sendo conhecida por “Red Bay Snook”. Esta variante é encontrada apenas em Belize e a sua cor resulta de uma adaptação ao habitat natural, já que lhes serve de camuflagem às presas e predadores, devido a uma variedade de lirios vermelhos de água presente nesses rios.
http://www.ciclideos.com/petenia-splendida-f288.html

Nandopsis tetracanthus

Nandopsis tetracanthus
 Nandopsis tetracanthus


Biótopo:
América Central - Nandopsis
Distribuição Geográfica / População:
Amplamente distribuída pelos rios, lagos e ribeiros de Cuba
Características da água:
Temperatura de 22 a 28º C e pH entre 7 a 8.
Alimentação:
Espécie omnívora que aceita qualquer tipo de alimento, incluindo flocos, granulados, sendo aconselhável alternar com alimentos de base vegetal, vivos e congelados. Deve-se evitar alimentá-los em excesso com comida de elevado nível proteico, têm tendência a engordar com facilidade.
Dimorfismo Sexual:
Os machos ganham um alto na cabeça, que se torna mais pronunciado a partir dos 12 cm e tendem a ser mais claros que as fêmeas. A barbatana dorsal das fêmeas apresenta manchas pretas.
Tamanho Máximo:
O macho poderá chegar aos 25 centímetros e a fêmea aos 20 centímetros.
Comportamento:
São territoriais e defendem bem o seu espaço, sobretudo na altura de criação, onde fazem frente a peixes maiores que eles. Os machos entre si, estabelecem uma hierarquia muito cedo, o dominante tem uma taxa de crescimento superior e torna-se intolerante com os restantes machos.
Apesar de, normalmente, serem descritos como uma espécie agressiva, esta pode ser facilmente controlada, desde que sejam oferecidas as condições necessárias, nomeadamente, espaço e abundância de esconderijos.
Reprodução:
A partir do momento em que se forma um casal, este limpa o local da desova e a fêmea coloca cerca 500 ovos, que são guardados pelos progenitores. Os ovos eclodem passados dois a três dias.
O casal permanece sempre perto dos filhotes e enfrentam todas as ameaças, mesmo de peixes maiores.
Tamanho mínimo do aquário:
Para um casal, um aquário de 120 cm é o mínimo aconselhável. Deve ser decorado com pedras e troncos de forma a criar esconderijos. As plantas não irão durar, adoram escavar o fundo do aquário.
Outras Informações:
Os tetracanthus são dos ciclídeos centro-americanos mais bonitos, corpo alongado e um efeito de xadrez com o branco e preto.
Uma das populações mais procuradas são os criolla north, que apresentam a coloração com o branco mais predominante que o preto.
É conhecida como o ciclídeo cubano, ciclídeo de cuba e como Biajaca.
Autor:
João Silvestre
http://www.ciclideos.com/nandopsis-tetracanthus-f298.html

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Jardim De Plantas Aquáticas

Para ter plantas aquáticas em um jardim não é preciso que se tenha, necessariamente, um espelho d’água, uma fonte ou bica em alguma parte desse jardim. Falando mais claramente, é preciso de muito pouco espaço para cultivar essas plantas. você nem precisa de espaço para criá-las. Essas espécies de plantas inclusive são uma excelente opção para quem dispõe de muito pouco tempo para regar e fazer a manutenção das plantas aquáticas.
Jardim De Plantas Aquáticas
Jardim De Plantas Aquáticas
Num geral, as próprias plantas aquáticas se encarregam de fazer a oxigenação da água em que estão colocadas. Essa característica permite que se possa cultivá-la em bacias, em caixas de aço galvanizado ou em vasos para plantas comuns, sem que seja preciso fazer a instalação de bombas de aquário.
As espécies mais conhecidas de plantas aquáticas são a alface da água, a aguapé, a ninféia, a flor de lótus, o papiro e a salvínia. A flor de lótus e o papiro são plantas as quais têm um comportamento especial, porque necessitam ser plantadas em vasos, para então imergir esses vasos na água. já as outras plantas citadas, são plantas de raízes superficiais, melhor dizendo, apenas flutuam na água.
alface da água
alface da água
Caso a sua pretensão seja montar um cantinho com algumas plantas aquáticas, recomenda se que você apenas impermeabilize os vasos que receberão essas plantas do mesmo modo que você faria com uma planta comum quando fosse transferi-la para um vaso e, ao menos uma vez a cada semana, troque a água do vaso. Os demais cuidados são os mesmos que se exigem com qualquer outra planta em um vaso: saber o tempo correto de exposição e temperatura de cada planta, remover as folhas e flores mortas cuidadosamente, entre outros cuidados.
Caso você queira ter espelhos d´água ou algum aquário em casa ou no ambiente de trabalho, a dica é procurar a ajuda de um paisagista para além de fazer o projeto desses ambientes, saber como fazer a correta manutenção para deixar a casa limpa e bem decorada. Outras plantas aquáticas como por exemplo as aguapés, as vitórias-régias e as flores de lótus ficam muito lindas quando ambientadas em combinação a elementos rústicos de decoração como por exemplo os bambus, os seixos, os pedriscos, as embalagens cerâmicas, os tijolos e os móveis de formas orientais ou construídos a partir de madeira de demolição, com um toque de metais ou de vidro para dar um toque de modernidade nesses ambientes.
Se estiver realmente disposto a cultivar as belas plantas aquáticas, conheça antes quais são as qualidades específicas dessas plantas. A seguir está uma lista com as características mais marcantes dessa bela variedade de plantas:
  • A plantas aquáticas se dividem em dois grupos. Ou são flutuantes, ou são submersas de raízes fixadas à terra.  Exemplo mais conhecido do tipo flutuantes são os aguapés, as quais têm floradas vistosas, e há também o alface d´água, a qual possui uma textura de toque aveludado, com flores de tonalidade arroxeada que nascem nos dias de calor com folhas brilhantes ao longo de todo o ano.
  • As plantas aquáticas de raízes submersas costumam ter rápido desenvolvimento sobre a superfície da água, sendo muita utilizadas ornamentalmente. Quando a água estiver um pouco suja esse tipo de planta se desenvolve com maior facilidade, ou seja, caso essa não seja a sua intenção, será necessário conter esse desenvolvimento acelerado.
  • As plantas aquáticas de raízes fixas são recomendadas para se cultivar em aquários. Essas plantas do segundo grupo, desenvolvem suas respectivas raízes logo abaixo da superfície da água, ou seja, mesmo estando submersas precisam estar fixadas ao solo. As mais conhecidas plantas desse tipo são a valisnéria, a cabomba e a elódea. Essas espécies citadas são excelentes  porque ajudam na limpeza e na oxigenação da água dos aquários, tendo a função também de servir como abrigo dos animais que você colocará no aquário ou no lago.
  • Em contraponto a questão do espaço, as plantas emergentes, as quais têm as raízes fixadas na terra, como por exemplo a vitória-régia ou a flor-de-lótus, e ainda, a ninféia vermelha, são plantas que precisam de muito espaço para se desenvolverem. Recomenda se colocá-las em recipientes de plástico, de barro ou de cimento, com um pouco de terra e algo em torno de quatro centímetros de areia grossa na base dos tanques. Ao passo que se desenvolvem, as folhas e as flores dessas plantas vão em direção à superfície da água. A areia tem a função de evitar que a terra argilosa deixe a água escurecida, prejudicando a estética do projeto paisagístico.
  • Para combinar com as espécies aquáticas já citadas e aumentar a variedade de texturas e de cores do ambiente projetado, a dica é apostar em plantas palustres, um tipo muito comum de plantas encontradas em brejos e arredores de rios por causa da grande necessidade de água que essas plantas demandam. Como exemplo desse tipo de planta pode se citar o papiro, a cavalinha e a sombrinha-chinesa, entre as mais fáceis de se encontrar tanto para compra em lojas de jardinagem, quanto para e remoção de mudas dessas espécies dos seus respectivos meios nativos.
  • Para um bom desenvolvimento das plantas aquáticas, caso você vá cultivá-las em uma fonte, saiba que ela deve ter ao menos  vinte centímetros de profundidade.
  • Mesmo que você escolha plantas que facilitem a limpeza orgânica do fonte, recomenda se fazer a instalação de um mecanismo de drenagem próprio para a higiene da fonte e, também, um sistema de oxigenação da água, a fim de ajudar as plantas a se desenvolverem bem saudáveis e vistosas.
  • Quando for procurar por objetos para decorar o ambiente com as plantas aquáticas, escolha pedras e objetos que não atrapalhem o desenvolvimento dessas plantas. A melhor dica é sempre buscar pelo menos a orientação de um paisagista antes de começar de fato a decorar o seu jardim, seja ele com plantas aquáticas ou não.

Interessante:

Confira uma matéria bem bacana da revista Casa e Jardim sobre plantas aquáticas e inspire se ainda mais para decorar o seu próprio jardim. Vale conferir a seguir: